De volta para casa

Ontem, voltando para casa, me lembrei de 1992.
Em 1992 eu voltava para o Rio, depois de morar quase 2 anos em Portugal. E uma das memórias que ficou na minha cabeça foi o voo da volta. Nessa época as pessoas ainda batiam palmas quando o avião tocava o solo, provavelmente, um misto de felicidade por ter chegado com o fato de nada grave ter ocorrido no voo.

A memória mais marcante é a de já estar quase pousando. De passar pela cidade pelo alto.

Olhar essa cidade tão linda, do alto, sempre me faz bem.

Eu lembrei disso ontem, porque na volta para casa fui pela Estrada Grajaú Jacarepaguá. Um dos meus caminhos preferidos (mas não o único que pego para ir ou voltar para casa). Preferido porque em certo momento, quando já estou descendo do lado do Grajaú, eu tenho visão de uma boa parte da cidade. Já iluminada. E de longe, continuo achando ela linda. Digo de longe, porque só assim consigo ignorar as suas mazelas.
Falamos muito, principalmente nos últimos dias, da corrupção dos nossos representantes políticos mas esquecemos que nós colocamos eles lá (e se calhar muitos de nós faríamos pior do que eles…). Falamos desse assunto mas esquecemos que somos nós quem jogamos o lixo pela cidade, que vira enchente quando chove forte; Nos esquecemos que somos nós quem dirigimos achando que somos somente nós na rua, naquele momento; Que discutimos com outras pessoas e brigamos por muito pouco ou quase nada…

Acho que por isso, fico pensando em 1992. Na volta pra casa. No Rio de cima. Porque nessa época eu era garoto e não via o mundo como vejo hoje.
Até porque, mesmo com todos os problemas da época, o Rio era outro, também.

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Final de ano e retrospectiva de 2015

Chega o final do ano e sempre vem à mente aquele “mini review” de tudo que aconteceu.
Não posso negar que os dois últimos anos foram bem diferentes dos anteriores, em grande parte, por minha iniciativa em mudar radicalmente o rumo da minha vida.

Fato que 2015 foi definitivamente melhor que 2014.
2014 foi aquele ano em que você resolve que era hora de mudar e vai lá e muda. E eu fiz isso. Não me arrependo mas que foi um ano complicado, com certeza foi.
2015 foi melhor. Bem melhor.

No aspecto profissional, tive um feedback bom do meu trabalho. Continuo amando o trabalho que faço e apesar da empresa não ser perfeita, ainda continuo gostando muito de trabalhar nela.
As responsabilidades aumentaram nesse ano e espero que continuem aumentando no ano que vem.
Nas duas últimas semana, como geralmente se faz, as equipes de desenvolvimento da firma “tiram o pé” para evitar dores de cabeça durante o recesso, então consegui a oportunidade de fazer uma avaliação 360 com os analistas que trabalham comigo na equipe. Para mim foi importante ouvir os aspectos ruins da forma como faço meu trabalho (os bons também, claro).
Apontar defeitos nos outros é algo relativamente fácil. Ouvir os seus defeitos e tentar corrigir depois é um pouco mais complexo. Até porque, nem sempre você entende que aquele ponto era um defeito.

Lembro que, por volta de, 2009/2010, a empresa organizou um evento e contratou outra empresa para fazer um trabalho de aperfeiçoamento entre equipes e fizemos um feedback (como tentei fazer semana passada na equipe) e um dos pontos que todos levantaram sobre mim era a de que eu reclamava demais. Levei aquilo comigo e tentei melhor. Sério.
No último feedback, pelo menos um dos que me avaliou em 2009/2010, falou que melhorei muito nesse ponto. (Já é um começo, vai…) :)

Sobre 2016? O que pretendo é continuar colocando minha casa e minha vida em ordem. Tentar voltar a estudar (Um MBA a caminho?). Resumindo: evoluir.

Uma experiência para refletir…

Na quinta-feira, indo para o trabalho, tive um acidente de moto.
Eu estava ultrapassando um carro pela faixa da esquerda, quando o mesmo “lembrou” que queria entrar na rua da esquerda e virou sem indicação alguma.
No momento, eu estava no “meio do carro” e não tive tempo de parar ou terminar de ultrapassar ou até mesmo seguir o carro, simplesmente fui jogado pra esquerda e cai.
Acabei no chão e precisei de ajuda de um motociclista, que parou, para levantar a moto que estava em cima da minha perna.
Na hora, o cara também parou, perguntou se estava tudo bem e olhei minha situação:
A moto ficou com alguns arranhões e eu estava com uma escoriação acima da cintura do lado esquerdo; um ardido na coxa esquerda e o pé doendo (mas na hora nada demais).
Ficamos alguns minutos ali porém dispensei o cara e segui, achando que daria para ir pro trabalho. Não andei 3 minutos e decidi voltar para casa porque o pé estava doendo em cada passagem de marcha.
Usualmente ando com jaqueta, bota, luvas, capacete e joelheiras e por isso, graças a Deus, nada demais aconteceu comigo. Mas na hora do almoço precisei ir para o hospital porque estava com muita dor para pisar. O resultado foi uma entorse no pé esquerda que me deixará com a perna imobilizada por 5 dias (no mínimo) e andando de muletas e algum descanso nesses dias.

Desnecessário dizer que moto é perigoso, mas não por ser moto, mas porque temos motoristas indisciplinados e imprudentes dos dois lados.
Em 2012 tive um incidente com minha moto anterior o que me levou a 10 sessões de fisioterapia, fechado por um carro que furou o sinal vermelho.
Alguns diriam:
– Por que continua?
A questão é simples: Você volta porém com mais cautela do que anteriormente (ou pode desistir também). Mas você volta porque gosta de pilotar moto; Porque moto é mais racional no consumo de combustível e mais ágil do trânsito… Enfim, é uma decisão pessoal.

O fato é que precisei alugar um par de muletas e tive/estou tendo que passar por situações complicadas como, por exemplo, ir na farmácia na esquina da rua (já que moro sozinho) e qualquer buraco é um perigo para você… Ou então ter que se locomover para algum outro lugar, como um shopping…

Essa situação me fez pensar, com mais clareza, nas pessoas que tem que se virar todos os dias para se locomover com cadeiras de rodas ou muletas: Você se depara com calçadas altas, buracos, pessoas mal educadas que se utilizam de vagas reservadas para pessoas com necessidades especiais ou elevadores que são destinadas para esse tipo de necessidade.

Óbvio que nem tudo é ruim: Você consegue encontrar pessoas que seguram uma porta para você ou que tentam te ajudar de alguma forma e isso me dá alguma esperança.
Usualmente eu sou esse tipo de pessoa que tenta ajudar quando vejo que alguém precisa, porém infelizmente nem todos são assim.

Em pouco tempo eu vou voltar a andar normalmente (assim espero), porém a experiência valeu para mostrar que nem sempre seus problemas são os piores e que é válido você sempre tentar ajudar os outros. Isso pode não te trazer nenhum retorno paupável na hora, mas com certeza, alguém teve seu problema um pouco amenizado e acredito que você se sentirá melhor.

Por fim, gostaria que nossos representantes (prefeitos, governadores e afins) tentassem se locomover, por um dia apenas, de cadeira de rodas ou com ajuda de muletas e sentissem o problema que é encontrar calçadas desniveladas, buracos e afins…
E você que continua usando vagas e acessos destinados para esse fim, pense melhor, porque qualquer hora, pode ser você precisando…

O que é ser pai?

Desde mais jovem quis ser pai.
Sempre me perguntava se eu conseguiria ser um bom pai e confesso que quando soube que seria um, fiquei em choque! Ainda namorava a Sô e estava no iBest quando recebi uma ligação da minha sogra dizendo que “estávamos grávidos”!!
Fiquei em choque, sem saber se ficava muito feliz ou extremamente preocupado. Após o choque veio o receio, a alegria…

Sempre digo que o dia mais feliz da minha vida foi o do nascimento do Matheus. Foi um dia confuso que me perdi pela cidade tentando chegar no hospital. Entre a chegada ao hospital e o nascimento do meu filho passaram pelo menos de 25 minutos e quando eu menos esperava lá estava ele… Passarão 20… 30 anos e tenho certeza que não vou esquecer desse dia e de toda a situação ocorrida.

A vida do seu filho é dividida em fases: A primeira ele é totalmente dependente de você: Acorda de madrugada, chora por motivos como fome, sono, dor… etc.
A segunda fase ele continua sendo muito novo, mas já não é tão dependente, já consegue se comunicar de outras formas e é nessa fase que você começa a moldar como ele será.

Matheus desde o primeiro dia foi amado ao máximo! Sempre fizemos questão de tentar que tudo para ele fosse bem feito: A escola, a alimentação (embora ele não seja chegado a isso…), enfim. E desde pequeno, ele soube que era amado, e por vezes mimado também, e com isso chegamos a fase que ele tem hoje, onde ele já quer decidir as roupas que vai usar, os brinquedos que quer ganhar, quando quer sair ou jogar, etc.

Embora as vezes eu ache que preciso me empenhar mais e mais como pai, por vezes acho que estou indo no caminho certo. É engraçada essa situação porque nem Soraya nem eu tinhamos qualquer experiência com crianças e tentamos (a Soraya tentou mais do que eu) ler sobre o assunto e até agora podemos dizer que tudo tem dado certo.

O que estou tentando mostrar nesse post é um pouco dessa fase que é totalmente nova na minha vida.
A verdade é que a expriência de ser pai é algo fantástico! Você conseguir moldar o caráter de uma pessoa, criando ela com muito amor e tentando ensinar a ela como agir, o que é certo e errado é algo fenomenal!
Eu diria até que o filho é nosso reflexo, onde tentamos alongar nossas vidas através da dele. É claro que por muitas vezes não só as coisas boas aparecem nesse reflexo mas também os vícios. É engraçado como uma criança nessa idade parece uma verdadeira “esponjinha” e aprende tudo o que vê, fora aqueles traços que já vem na genética!
Eu, por exemplo, tenho alguns tiques (ou TOCs) e ele já veio com isso “de fábrica”! Como a mania de mexer na orelha, ou andar sob os dedos dos pés dobrados e por aí vai…

De qualquer forma, como a criança é essa “esponjinha”, deve-se ter cuidado extremo para não criarmos uma pessoa invejosa ou até mesmo raivosa, mostrando a ela qual o sentido de dividir um brinquedo com um colega; Dar atenção a todos; Ser gentil e educada; Respeitar as pessoas mais velhas, etc.

Matheus não é daqueles garotos, do estilo furacão, que todo mundo nota que já chegou (acho que até nisso ele puxou a mim, já que quando criança, sempre fui de tentar me fazer não notar no ambiente, por ser tímido)…

Em breve chegaremos em uma fase mais crítica: a adolescência. Pode parecer exagero falar já nessa fase, quando o Matheus tem apenas 4 anos, mas a verdade é que se 4 anos passaram tão rápido, que dirá mais 6 e chegar a 10… 11…. Comecei a escrever esse post em 2008! Muita coisa mudou desde então, mas ainda acho a próxima fase mais complexa… :)

Eu por exemplo, quando conheci minha esposa, nossa sobrinha tinha a idade atual do Matheus e hoje em dia está na fase adolescente e com hormônios a mil! Então eu acredito que a criança dessa idade é o espelho do que foi moldado com 3… 4 anos de idade. E quer queira quer não, com 10 ou 11 anos a criança vai mostrar como foi sua educação desde pequena. E nessa fase, já se molda bem menos…

O maior desafio de um pai de hoje (e do futuro) é com relação as amizades do seu filho. Meu maior medo, como pai, é ter falhado ao tentar mostrar ao Matheus a diferença entra o certo e o errado e ele deverá entender que as drogas fazem mal; Que sexo sem proteção pode trazer doenças ou uma gravidez imprevista e por ai vai.
Acho que na época dos meus pais a educação de um filho deveria ser mais fácil. Pelo menos na minha casa era, já que a educação era um pouco mais rígida… Antigamente eu achava que a educação da época dos meus pais deveria ser mais fácil… Não acho mais isso, o que eu acho é que educar é a parte mais importante de toda uma vida. E isso ontem, hoje e sempre!

Conhecendo San Francisco – USA

Sempre quis conhecer os EUA, porém se você gosta de filmes tanto quanto eu, talvez já conheça a América do Norte e ir lá é apenas comprovar que é um lugar incrível.
Óbvio que tem seus problemas, suas neuroses, etc. Porém, o fato é que é uma cultura muito mais avançada do que a Brasileira.
Antes que me xinguem, quero dizer que amo meu país e não penso em trocá-lo por outro (vale lembrar que poderia morar na Europa, já que tenho cidadania Européia também… Mas isso não vem ao caso…). =D

O fato é que quando você sai do país, as mazelas que você odeia no Brasil (como eu…), ficam mais evidentes. Exemplos?
* É difícil ver pessoas lá, jogando lixo pelo chão.
Óbvio que em alguns pontos existe sujeira no chão, mas quem sabe, não são de pessoas oriundas de outros países? =)
* O trânsito é muito organizado. Pedestres aguardam na calçada em frente a faixa de pedestres para atravessar, em 99,99% mesmo quando não há carros, aguardam…
* Por outro lado, carros respeitam sinais (yes!!), faixas, etc. Em alguns pontos, nas áreas mais residenciais, onde não há sinal para pedestre, mesmo assim existe a faixa e (pasmem!) os carros param para você atravessar, assim que você se posiciona em frente a faixa!
* Também é raro ver pedestre atravessando fora da faixa…
Vi uma cena que no Brasil chegaria a ser engraçada e cheguei a comentar no twitter: Um policial de moto, parou um ciclista e por algum motivo o multou… No Brasil, nem motorista de carro é…

Em todos os lugares que fui sempre encontrei muita educação por parte das pessoas, seja no aeroporto, lojas, hotel… Sempre fui bem atendido.
Sempre me falaram que, por exemplo, as equipes de segurança no aeroporto podem ser rudes e neuróticos… Sim, são neuróticos, porém o tratamento foi de total educação e respeito. Uma observação com relação a neurose com segurança em aeroporto: nada mais justo depois do que se passou no fatídico 11/09
Aliás, esse ponto da neurose (com a segurança em aeroportos) é interessante. Já começa no Check-in no aeroporto Brasileiro. As atendentes da American Airlines te fazem perguntas como “quem fez sua mala?”; “que tipo de bagagem está levando?”; “por algum momento ficou longe da bagagem depois que a fez até agora?”… E ainda te orientam a não deixar, em momento algum a bagagem de mão sozinha no caminho entre o check-in e avião…

Para ir para San Francisco, precisei fazer uma conexão e aguardar 5 horas em Miami, e como Miami é um dos pontos de entrada, nesse aeroporto foi onde tive que passar pela imigração e Alfândega Americanas. Lá achei muito engraçado o fato de que 99% dos funcionários falam em espanhol o tempo todo. Isso gerou uma situação no mínimo curiosa, na hora da entrevista da Imigração, porque ouvia as perguntas em espanhol e respondia em inglês (vai que falo algo em português e tem duplo sentido em espalhol e sou preso… Preferi não arriscar =P ).
Como cheguei de madrugada (Miami é 1 hora a menos do fuso de Brasília nessa época do ano e San Francisco são 4 horas a menos do que Brasília), nem sai do aeroporto, então dei uma volta por lá, comprovando que o aeroporto além de grande, estava sendo reformado e melhorado. Uma coisa que não gostei, foi de ter que pegar as malas em Miami e logo depois da alfândega despachar de novo, mas tudo bem (problemas de logística…).

Na hora de entrar no setor de embarque de Miami, foi um momento no mínimo tenso, já que você precisa se desfazer de todos os metais, tirar casaco, sapatos, etc… Acredito que no Brasil várias pessoas veriam essa situação como meio vexatória, mas é algo que lá provavelmente ninguém reclama de fazer (pelo menos não vi… Se não quiser entrar nos EUA, pode voltar dali mesmo… rsrs).
De fato, o momento tenso foi quando foi identificado uma “mini-”espada de São Jorge que estava na minha carteira. Essa mesma espada já tinha sido identificada no Aeroporto do RJ, mas passou sem problemas, após eu mostrar. Ainda cheguei a perguntar para a PF no RJ se isso daria problemas em Miami, mas não iria me desfazer dela do nada. Então, após a identificação em Miami, informei para o “armário de quase 3m de altura” que veio conversar comigo, do que era o objeto e após ele conversar com uns 2 supervisores, viram que eu não conseguiria derrubar um avião com um objeto de 10 cm (por via das dúvidas, na volta ela foi na mala =D).
Uma observação para quem faz escala, pela AA, como fiz: O voo de conexão é um voo doméstico e a não ser que você vá de primeira classe, eles não servem comida de graça…
Ao chegar em San Francisco, pode-se optar por vários tipos de meio de transporte: existe um trem, shuttle (van) e taxi. Optei por pegar shuttle (que custou U$ 17), o taxi por exemplo, custou na volta U$ 45, ou seja, é bem interessante pegar shuttle (se não estiver com malas que incomodem, o trem parece que custa U$ 8).

Essa primeira viagem para San Francisco, teve como idéia central acompanhar a Wordcamp SF 2011, um evento sobre WordPress (um CMS que administro no trabalho). Porém, consegui viajar aguns dias antes e tive a chance de conhecer uma cidade muito bonita.
Não sei se todos fariam como eu, mas eu andei muito por aqui. No primeiro dia, sai do Hotel, que ficava o começo da Powell St., e andei a rua inteira até chegar em Fisherman’s Wharf (você acaba passando por uma parte de Chinatown) e seus Piers, como o 39, onde você tem várias lojas, Aquarium of the Bay, lugares para comer e comprar lembranças da cidade.

O Pier 33 é de onde tem a saída das visitas para Alcatraz. Confesso que quis muito conhecer Alcatraz, mas o passeio como um todo demoraria praticamente 3 horas, eu cheguei tarde (já que fui andando) e as filas enormes (fica para uma próxima…). Continuei caminhando pela Embarcadero até chegar a Market St. voltando a Powell St.
Por que fui andando? Porque adoro tirar fotos e seria chato demais pegar o Cable Car, por exemplo, e ficar tentando tirar fotos. OK, turistas normais com suas point-to-shoot ficam tirando fotos assim, mas convenhamos, preciso olhar com calma o que vou registrar… =)

  San Francisco tem excelentes pontos de visita e como consequência, belos lugares para fotos. Outro ponto que conheci, e um dos mais conhecidos é a Alamo Square. Dessa praça, que fica em um dos pontos altos da cidade, você consegue visualizar as famosas “Painted Ladies”, algumas das poucas casas que sobraram após um grande incêndio que destruiu San Francisco anos atrás.

Sempre partindo da Market St., outro ponto muito bonito é o Civic Center, naquele entorno, ficam a Prefeitura, Biblioteca pública, Suprema corte…

Alguns passeios que eu queria fazer mas não deu tempo (a vida é cheia de escolhas… =D ): além de ir a Alcatraz; passear no Cable Car (alguns poderão me xingar, já que dizem que é O PASSEIO OBRIGATÓRIO, de quem vai a San Francisco, mas na boa? Ficar umas 2 horas esperando para andar 15 minutos nele seria demais para poucos dias na cidade); atravessar a Golden Gate até Salsalito de bike. Aliás, não ter ido nem a Alcatraz ou ter fotografado a Golden Gate foram os pontos chatos =P

Dica para quem vem querendo “ajudar a reerguer a economia americana” e gastar “a lot” nas excelentes lojas dos EUA: o ideal é ficar bem próximo do centro comercial (entre a Powell e Market St. está bom). Eu fiquei no The Powell Hotel (Esse na verdade fica na Cyril Magnin St., mas tem uma saída por trás que é “na cara do ponto final do Cable Car”, então você já sai do hotel e pode ver a fileira enorme de pessoas esperando para pegar o Cable.). O Hotel também fica muito perto do Westfield Shopping, NikeTown, Macy’s, Apple Store, GAP, entre outras várias lojas muito conhecidas. Isso facilita muito para quem quer apenas comprar (e muito) =)
Existem opções mais baratas no quesito roupas: Alugar um carro e ir até Petalume Village Outlet. Dizem que é bem mais em conta.
Alías, quando se vem aos EUA você tem a exata noção de que só compra as coisas nos EUA quem é pobre, rico compra no Brasil mesmo, já que, sinceramente? A diferença de preços é absurda! Exemplo? Um iPod Shuffle, custa no Brasil R$ 200,00. Nos EUA? U$ 52 (já com imposto e convertendo pelo dólar atual, uns R$ 82). Alías, todas as lojas, na hora em que você vai pagar o produto ou comida, informam o preço incluindo 8,5% de taxa (Em outros estados eles podem cobrar esse valor, outro ou nenhum). Um tablet como o Galaxy 10.1? Acabou de ser anunciado no Brasil por R$ 2.000,00, custa U$ 499,99… Precisa continuar?

Aliás sobre compras, achei engraçado na hora em que fui fazer o check-in no aeroporto de San Francisco, o atendente da American Airlines perguntar se eu tinha certeza de que era brasileiro, se estava realmente indo para o brasil, já que eu só estava com 32 Kg (o permitido são 60 kg) e que brasileiros adoravam equipamentos eletrônicos. Tentei explicar a ele de que no Brasil esses equipamentos custavam quase 4 vezes (ou mais…). Ele riu, óbvio…

Uma imagem que vai ficar dos americanos: sempre ver eles andando pelas ruas com fones brancos (de iPhone, iPad, iPod…) e um copo grande de café (provavelmente Starbucks) e consultando um smartphone. Eu não sei se esse negócio de ficar andando sempre de fones é só para ouvir música, ou se é apenas uma forma de evitar problemas pelas ruas… Sempre ouvia falar que nos EUA se processa por qualquer coisa… Então imagino que andando de fones nas ruas, evite alguém falar que você estava mexendo com alguém… Sei lá… =)

Da parte de San Francisco que andei, a da Market St. estava o tempo todo cheia de gente, quando você começa a se afastar dessa área, as ruas vão ficando vazias demais. Chega a ser estranho, mas não vi nada demais. Mesmo tendo alguns pontos com pedintes e moradores de rua (geralmente quando eles estão na região da Market St. imediatamente um policial solicita que saiam ou algo parecido…).
Aliás, cheguei a ver um dia quando estava saindo da Apple Store dois policiais correndo e entraram na loja para pegar alguém… Não sei por que… =D

Sobre o clima? Bom, apesar de estarmos no verão o clima é muito agradável e chega a fazer frio, mesmo durante o dia é sempre bom ter um casaco ou jaqueta e não é difícil de que você o use (e olha que eu sempre sinto calor!). Isso porque durante o dia, mesmo com sol, corre um vento frio. Mas é muito agradável andar pela cidade sem se preocupar com o calor. Aliás, mesmo com vento frio e tal, durante os dias que andei pela cidade, não usei boné, o que resultou em antes mesmo de sair de San Francisco estar descascando… Parece até que fui para a praia aqui… =P

Caso pense em usar o sistema de transporte daqui, existem algumas cabines onde você pode comprar o ticket. Existem várias opções como 1 dia inteiro, 3 ou até 7. Isso lhe dá o direito de, além de andar no cable car, nos ônibus e trens. Pode ler mais sobre isso aqui

Bom, deixei San Francisco com algumas certezas:
* É um lindo lugar
* É fato que vou querer voltar lá.

Tiradentes, MG – Roteiro de viagem

Viajamos no feriado de Nossa Senhora Aparecida para Tiradentes. A viagem do Rio para lá é um pouco longa, mas acredito que a forma mais acertada de ir é de carro, já que os pontos turísticos são mais afastados uns dos outros e para quem tem pouco tempo para curtir a cidade, de carro você consegue visitar mais pontos rapidamente.

Algumas observações de localização:
– Do Rio para Tiradentes são quase 340 quilômetros (dependendo de onde você saia);
– Eu levei na ida quase 6 horas para chegar, mas tive problemas como chuva, indisposição do meu filho e paradas consecutivas. Na volta foram 4 horas, levando em conta uma parada para lanche e descanso;
– Para chegar em Tiradentes, pegue a Av. Brasil sentido Campo Grande, entre na Washington Luiz e siga sentido Petrópolis, pela BR-040 até Juiz de Fora. Em certo ponto, a estrada deixará de ser BR-040 para BR-265. Siga nessa estrada até Tiradentes se orientando pela placas que primeiro indicarão Juiz de Fora, depois Santos Dumont, Barbacena e por fim Tiradentes e São João Del Rei;
– Na BR-040 prepare seu bolso: Entre a Washington Luiz e Três Rios serão 3 pedágios (atualmente cada um sai por R$7,50) ida e volta;
– Assim que sair da BR-265, você já estará em Tiradentes, basta seguir por essa avenida (Av. Gov. Israel Pinheiro) alguns poucos quilômetros até encontrar a linha férrea e praticamente já estará no Centro da cidade.
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Clima:
Talvez por ficar colada a Serra de São José (que me pareceu mais uma parede gigante), o clima em Tiradentes é de dia agradável a quente e noites frias. No hotel por exemplo, nem usamos ventilador ou ar condicionado a noite. Pelo contrário…
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Bancos:
Cuidado, na cidade só existe Itaú e Bradesco. Na lotérica, que fica no Largo das Forras você pode utilizar os serviços da Caixa Econômica. Outros bancos somente em São João Del Rei e não são todos.
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Estadia:

Existem muitas pousadas e hotéis na cidade. A maioria no estilo rústico. Ficamos na Pousada Serra Vista que atendeu as expectativas, porém achei que a gerência estava se descuidando na parte externa da pousada, mas nada absurdo.

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Pontos turísticos:
Na cidade existem várias igrejas, museus, restaurantes, praças para se conhecer. A maioria das atrações são acessíveis ou de graça (acesso a museus e igrejas) e vale a pena conhecer para se ter noção de um pouco da cultura deixada da época do império;
O centro histórico, diferente de outras cidades como Paraty, pode ser atravessado de carro (só cuidado porque a rua é de pedra e cascalho e muito ruim para a suspensão do veículo, então trafegue com cuidado);

Santuário da Santíssima Trindade (1810). Fica mais distante do Centro, porém tem uma bela visão e um lugar muito calmo;

Igreja Matriz de Santo Antônio (1752). É a principal igreja da cidade. Paga-se R$3,00 pela entrada e não é permitido foto do lugar;

Museu Padre Toledo (1777). Tem várias peças de arte da época de Tiradentes e um calabouço onde escravos ficavam trancados. Esse calabouço, por sinal, é muito deprimente e dá tristeza só de lembrar um pouco do passado obscuro do Brasil e o museu está em péssimo estado de conservação em alguns pontos;
Chafariz de São José (1749). Abastecia a cidade com água potável e servia para lavar roupas na época.
Igreja de São Francisco de Paula (1718). Uma das várias igrejas fechadas para visitação. A vista de um belo pedaço da cidade é a atração do local.

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Restaurantes:
Na cidade gostamos de alguns restaurantes como Vovó & Cia; Restaurante da Mercês (comida caseira muito boa) e Sapore D´Italia (massas e vinhos)

Existe também um passeio que todos falam de trem com uma Maria Fumaça, um trem de 1919 feito nos EUA.
O passeio em si é caro (R$30,00 por cabeça incluindo ida e volta), demora 35 minutos entre mato, pastagens e lagos que liga Tiradentes a São João Del Rei, porém, se resolver fazer, procure um dos guias que oferecem seus serviços ainda na estação de Tiradentes. Por algo entre R$20,00 e R$30,00 por cabeça, eles te levam para um passeio de até 01 hora e 30 minutos em São João Del Rei para conhecer várias igrejas e contar histórias muito interessantes. Nós fizemos esse passeio “rápido” de van e valeu muito a pena pelas histórias e cultura. E convenhamos, foi melhor do que não ter o que fazer lá até a hora de saída do trem de volta para Tiradentes.
Uma das atrações enquanto você espera o trem ficar pronto para seguir viagem, é giro necessário para fazer o trem virar para São João Del Rei. Isso é feito manualmente pelos funcionários utilizando uma rotunda.

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Alguns pontos turísticos de São João Del Rei:

Catedral Basílica N.S. do Pilar: Uma das mais ricas em ouro e uma das poucas que permitem que você fotografe a vontade. Não é cobrado nada para entrar e é uma das igrejas mais lindas que já conheci;
Igreja de São Francisco de Assis: Sustenta um belíssimo lustre em cristal Bacarat e tem obras de Aleijadinho. Uma das mais belas Igrejas também;

– Solar da Baronesa de Itaverava e Solar dos Neves: Belos solares (entenda como solar uma casa que possua varanda para visualizar o sol).

Outro ponto muito legal de ter feito o passeio com um guia, foi ter ouvido alguns causos que explicam algumas expressões usadas por nós hoje:
– Dizia que não havia, na época, molde para fazer telhas e por isso se usavam as coxas dos escravos como moldes. Isso explica um “trabalho feito nas coxas”;
– Na época que Portugal ainda comandava, o Rei solicitou que todos os “de posses” enviassem para Portugal, ouro, para que Lisboa fosse reconstruída. Aos que contribuiram, foi pedido que colocassem duas linhas onduladas, abaixo do telhado, em suas casas: Eira e Beira. Quem não havia contribuido, era alguém “sem eira nem beira”;
– Na época havia também algumas procissões, que na verdade eram apenas para roubar o ouro da localidade. Os ladrões colocavam por dentro das imagens, ocas, todo o ouro roubado e assim passavam pela cidade sem ninguém desconfiar. Era o famoso “santo do pau oco”;
Entre outros causos…

De volta a cidade de Tiradentes, vá as compras se você se interessa por arte. Existem várias lojas com todo dia de arte. Aproveite e dê um pulo em Bichinho (Fica uns 5 quilômetros para dentro da cidade) e lá você terá várias lojas de oficinas de arte muito legais. Só fique atento para os preços. Em Tiradentes, encontrei um peça que a Soraya gostou custando R$180 em uma loja e a mesma peça por R$35,00 duas lojas abaixo. Aliás, indico a loja de fábrica Toque Mineiro, fica no Largo das Forras (centro de Tiradentes) lá você tem blusas, imagens, e arte no geral por um preço bem mais em conta que todas as outras lojas e todo o material é de excelente qualidade, o que me fez pensar porque as outras lojas cobram tão caro por produtos iguais…

No caminho para Bichinho, passe pelo Museu do Automóvel da Estrada Real, dezenas de carros raríssimos e antigos estão em exposição, a entrada é apenas R$5,00 e você pode ler sobre os veículos e tirar fotos a vontade.

Uma coisa me deixou triste foi ver que alguns pontos como o Museu do Padre Toledo, um poço de cultura, está caindo aos pedaços e me parece que conta apenas com a contribuição dos visitantes (o ingresso é R$3,00 por pessoa). É triste ver que a cultura do seu país está se desintegrando e os governantes não cuidam desse patrimônio.

Bom, acho que era isso que eu queria passar. Em uma escala de 0 a 10 para essa viagem, eu dou 9. E é certeza de volta a Tiradentes.

Feliz aniversário Matheus! 26.06.09 – 5 anos

Hoje Matheus completa 5 anos e como sempre, gosto de refletir sobre o evento.
Como caiu em uma sexta-feira, não pudemos fazer nada, porém amanhã teremos uma festa para alguns amigos nossos e dele.
Esse ano foi de felicidades, vendo meu filhão crescer e se desenvolver cada vez mais e sustos também. como a temporada que passou internado.
O fato é que entra ano e sai ano e fico mais maravilhado com o fato de ser pai. Matheus é um filho maravilhoso que nos tras muitas alegrias.
Apesar de ele ter puxado alguns “defeitos” da mãe como comer pouco… E ser teimoso (não, esse ele puxou de mim..) :)
É engraçado ver as mudanças de uma criança nessa idade. Como fica feliz quando ganha um brinquedo ou carinho ou quando fica triste e chora se não tem suas vontades feitas.
Matheus é igual a milhares de outras crianças pelo mundo afora, mas para mim e Soraya ele é único.

Parabéns Filho!