A Gestão do fósforo

O objetivo deste novo editor é tornar a inclusão de conteúdo rico no WordPress simples e agradável. Este post é todo composto de pedaços de conteúdo — algo parecido com os blocos LEGO — que você pode movimentar e com eles, interagir. Movimente o cursor pela tela e você vai notar que os vários blocos são ressaltados por linhas e setas. Clique nas setas para reposicionar os blocos rapidamente, sem o medo de perder alguma coisa no processo de copiar e colar.

Um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal.

Estes quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre atendimento que conhecemos.

Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar.
Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia.
Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave.
Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente: “- Bem-vindo ao Venetia!”
Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos. Tudo muito rápido e prático.
No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado e em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira, para ser riscado. Era demais!
Aquele homem que queria um quarto apenas para passar a noite começou a pensar que estava com sorte. Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro).
A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado, naquele local, até então. Assinou a conta e retornou para quarto.
Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira.
Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira.
A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um. Que noite agradável aquela!

Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo do banheiro. Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático, estava preparando o seu café e, junto um cartão que dizia: “Sua marca predileta de café. Bom apetite!”
Como eles podiam saber desse detalhe? De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual era a sua marca preferida de café.
Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal. “Mas, como pode?! É o meu jornal! Como eles adivinharam?”
Mais uma vez, lembrou-se de quando se registrou: a recepcionista havia perguntado qual jornal ele preferia. O cliente deixou o hotel encantado.
Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor. Mas, o que esse hotel fizera mesmo de tão especial?
Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal.

Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje.
Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito e mais desconfiado.
Mudamos o layout das lojas, pintamos as prateleiras, trocamos as embalagens, mas esquecemos-nos das pessoas. O valor das pequenas coisas conta, e muito.
A valorização do relacionamento com o cliente. Fazer com que ele perceba que é um parceiro importante!!!

Lembrando que:
Esta mensagem vale também para nossas relações pessoais (namoro, amizade, família, casamento) enfim pensar no outro como ser humano é sempre uma satisfação para quem doa e para quem recebe.
Seremos muito mais felizes, pois a verdadeira felicidade está nos gestos mais simples de nosso dia-a-dia que na maioria das vezes passam desapercebidos.

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28 lições deixadas por um pai para seus filhos antes de morrer

Quando soube que tinha poucos meses de vida por causa de um câncer, o professor de gramática inglês Paul Flanagan só pensou em seus filhos, Thomas e Lucy.
Em vez de sentir piedade de si mesmo ou entregar-se à tristeza, ele usou seus últimos dias para tentar ser um bom pai mesmo à distância.
Paul escreveu cartas, deixou mensagens gravadas em DVD e até comprou presentes para ser entregues às crianças em seus aniversários futuros.
Separou também seus livros preferidos e, dentro deles, deixou bilhetes dizendo por que havia gostado de lê-los.

Em novembro de 2009, aos 45 anos, Paul morreu por causa do melanoma, deixando a mulher, Mandy, Thomas, então com 5 anos, e Lucy, de 1 ano e meio.
Quase dois anos depois, ele continua presente com suas mensagens e fotos espalhadas por toda a casa.
E, no mês passado, a família ganhou mais uma lembrança de Paul. Por acaso, Mandy encontrou um documento em seu antigo computador intitulado “Sobre encontrar a realização“. Abri e, com lágrimas escorrendo pelo meu rosto, descobri que eram seus pontos para viver uma vida boa e feliz, diz Mandy ao jornal Daily Mail.

Quando alguém recebe a notícia de que tem poucos meses de vida, decide que sua vida não vai ser completa se não pular de bungee-jump da Ponte Harbour, em Sidney, ou não tiver visitado o Grand Canyon. Esse não era Paul. Tudo que importava para ele estava bem aqui. Ele viveu e morreu de acordo com suas próprias regras, e sei que encontrou sua própria realização.
Mandy diz que a carta é uma reprodução fiel dos valores e do bom humor de Paul.

O professor resumiu as reflexões que nortearam seu modo de viver em 28 itens.
Traduzo aqui as palavras de Paul para seus filhos e que agora servem de inspiração não só para eles, mas para todos que as leem:

“Nessas últimas semanas, depois de saber de meu diagnóstico terminal, procurei encontrar em minha alma e em meu coração maneiras de estar em contato com vocês enquanto vocês crescem.
Estive pensando sobre o que realmente importa na vida, e os valores e as aspirações que fazem das pessoas felizes e bem-sucedidas.
Na minha opinião, e vocês provavelmente têm suas próprias ideias agora, a fórmula é bem simples.
As três virtudes mais importantes são: lealdade, integridade e coragem moral. Se aspirarem a elas, seus amigos os respeitarão, seus empregadores o manterão no emprego, e seu pai será muito orgulhoso de vocês.
Estou dando conselhos a vocês. Esses são os princípios sobre o quais tentei construir a minha vida e são exatamente os que eu encorajaria vocês a abraçar, se eu pudesse.
Amo muito vocês. Não se esqueçam disso.

– Seja cortês, pontual, sempre diga “por favor” e “obrigado”, e tenha certeza de usar o garfo e a faca de maneira correta. Os outros decidem como tratá-los de acordo com as suas maneiras.

– Seja generoso, atencioso e tenha compaixão quando os outros enfrentarem dificuldades, mesmo que você tenha seus próprios problemas. Os outros vão admirar sua abnegação e vão ajudá-lo.

– Mostre coragem moral. Faça o que é certo, mesmo que isso o torne impopular. Sempre achei importante ser capaz de me olhar no espelho toda manhã, ao fazer a barba, e não sentir nenhuma culpa ou remorso. Parto deste mundo com a consciência limpa.

– Mostre humildade. Tenha a sua opinião, mas pare para refletir no que o outro lado está dizendo, e volte atrás quando souber estar errado. Nunca se preocupe em perder a personalidade. Isso só acontece quando se é cabeça-dura.

– Aprenda com seus erros. Você vai cometer muitos, então os use como uma ferramenta de aprendizado. Se você continuar cometendo o mesmo erro ou se meter em problema, está fazendo algo errado.

– Evite rebaixar alguém para outra pessoa; isso só vai fazer você ser visto como mau. Se você tiver um problema com alguém, diga a ela pessoalmente.

– Suspenda fogo! Se alguém importuná-lo, não reaja imediatamente. Uma vez que você disse alguma coisa, não pode mais retirá-la, e a maioria das pessoas merece uma segunda chance.

– Divirta-se. Se isso envolve assumir riscos, assuma-os. Se for pego, coloque suas mãos para cima.

– Doe para a caridade e ajude os menos afortunados que você: é fácil e muito recompensador.

– Sempre olhe para o lado bom! O copo está meio cheio, nunca meio vazio. Toda adversidade tem um lado bom, se você procurar.

– Faça seu instinto pensar sempre sempre em dizer ‘sim’. Procure razões para fazer algo, não as razões para dizer ‘não’. Seus amigos vão gostar de você por isso.

– Seja gentil: você conseguirá mais do que você quer se der ao outro o que ele deseja. Comprometer-se pode ser bom.

– Sempre aceite convites para festas. Você pode não querer ir, mas eles querem que você vá. Mostre a eles cortesia e respeito.

– Nunca abandone um amigo. Eu enterraria cadáveres por meus amigos, se eles me pedissem por isso eu os escolhi tão cuidadosamente.

– Sempre dê gorjeta por um bom serviço. Isso mostra respeito. Mas nunca recompense um mau serviço. Um serviço ruim é um insulto.

– Sempre trate aqueles que conhecer como seu igual, estejam eles acima ou abaixo de seu estágio na vida. Para aqueles acima de você, mostre deferência, mas não seja um puxa-saco.

– Sempre respeite a idade, porque idade é igual a sabedoria.

– Esteja preparado para colocar os interesses de seu irmão à frente dos seus.

– Orgulhe-se de quem você é e de onde você veio, mas abra a sua mente para outras culturas e línguas. Quando começar a viajar (como espero que faça), você aprenderá que seu lugar no mundo é, ao mesmo tempo, vital e insignificante. Não cresça mais que os seus calções.

– Seja ambicioso, mas não apenas ambicioso. Prepare-se para amparar suas ambições em treinamento e trabalho duro.

– Viva o dia ao máximo: faça algo que o faça sorrir ou gargalhar, e evite a procrastinação.

– Dê o seu melhor na escola. Alguns professores se esquecem de que os alunos precisam de incentivos. Então, se o seu professor não o incentivar, incentive a si mesmo.

– Sempre compre aquilo que você pode pagar. Nunca poupe em hotéis, roupas, sapatos, maquiagem ou joias. Mas sempre procurem um bom negócio. Você recebe por aquilo que paga.

– Nunca desista! Meus dois pequenos soldados não têm pai, mas são corajosos, têm um coração grande, estão em forma e são fortes. Vocês também são amados por uma família e amigos generosos. Vocês fazem o seu próprio destino, meus filhos, então lutem por ele.

– Nunca sinta pena de si mesmo, ou pelo menos não sinta por muito tempo. Chorar não melhora as coisas.

– Cuide de seu corpo que ele vai cuidar de você.

– Aprenda um idioma, ou pelo menos tente. Nunca comece uma conversa com um estrangeiro sem primeiro cumprimentá-la em sua língua materna; mas pergunte se ela fala inglês!

– E, por fim, tenha carinho por sua mãe, e cuide muito bem dela.

Amo vocês com todo meu coração,
Papai”

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Fonte http://colunas.revistaepoca.globo.com/mulher7por7/2011/07/23/pai-deixa-28-licoes-de-vida-aos-filhos-antes-de-morrer/

[Texto] Reunião de pais

…Era quarta-feira, 8:00 hs. Cheguei a tempo na escola do meu filho – “Não se esqueçam de vir à reunião de amanhã, é obrigatória” – Foi o que a professora tinha dito no dia anterior.

– “Que é o que essa professora pensa! Acha que podemos dispor facilmente do tempo que ela diz? Se ela soubesse quanto era importante a reunião que eu tinha as 8:30!” Dela dependia uma boa negociação e… tive que cancela-la!

Lá estávamos nós, mães e pais, e a professora.

Começou a tempo, agradeceu nossa presença e começou a falar. Não lembro o que ela dizia, minha mente estava pensando em como iria resolver esse negócio tão importante, já me imaginava comprando aquela televisão nova, com o dinheiro.

“João Rodrigues!” – escutei ao longe – “Não está o pai de João?” – diz a professora.

“Sim, eu estou aqui” – contestei indo para receber o boletim escolar do meu filho.

Voltei pro meu lugar e disse ao abrir o boletim…. – “Para isso foi que eu vim???? Que é isso???” O boletim estava cheio de seis e setes. Guardei rapidamente, para que ninguém pudesse ver como tinha se saído meu filho.

De volta para casa, aumentava ainda mais minha raiva, cada vez que pensava:

“Mas, se eu dou tudo para ele, não tem faltando nada!

Agora ele vai ver!” Cheguei, entrei a casa, fechei a porta de uma batida e gritei: “Vem aqui, João!”

João estava no quintal, correu para abraçar-me. – “Papai!”

– “Nada de papai!” o afastei de mim, tirei o meu cinturão e não lembro quantas vezes bati ao mesmo tempo em que falava o que pensava dele.

– “Agora vai para o teu quarto!”

João foi chorando, sua face estava vermelha e a sua boca tremia.

Minha esposa não falou nada, só mexeu a cabeça num gesto de negação e entrou na cozinha.

Quando fui para cama, já mais tranquilo, minha esposa me entregou o boletim do João, que tinha ficado dentro do meu casaco, e disse:

– “Leia devagar e depois pense numa decisão…”

Bem no começo estava escrito: BOLETIM DO PAPAI.

Pelo tempo que teu pai dedica a conversar contigo antes de dormir: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para brincar contigo: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para te ajuda com as tarefas: 6

Pelo tempo que teu pai dedica par te levar de passeio com a família: 7

Pelo tempo que teu pai dedica para te ler um livro antes de dormir: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para te abraçar e te beijar: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para assistir televisão contigo: 7

Pelo tempo que teu pai dedica para escutar tuas dúvidas ou problemas: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para te ensinar coisas: 7

Média: 6,22

As crianças tinham qualificado os seus pais. O meu deu para mim 6 e 7 (sinceramente eu tinha merecido 5 ou menos)

Me levantei e corri para o quarto dele, o abracei e chorei.

Queria poder voltar no tempo… mas isso não é possível.

João abriu os olhos, ainda com os olhos inchados pelas lagrimas, sorriu, me abraçou e disse:

– “Eu te amo papai!” Fechou os olhos e dormiu.

Acordemos pais!!! Aprendamos a dar o valor certo aquilo que é mais importante em relação aos nossos filhos, já que disso depende o sucesso ou fracasso na suas vidas.

Já pensou qual seria a ‘nota’ que seu filho daria para você hoje?

A pior audiência da minha vida…

A minha carreira de Promotor de Justiça foi pautada sempre pelo princípio da importância (inventei agora esse princípio), isto é, priorizava aquilo que realmente era significante diante da quantidade de fatos graves que ocorriam na Comarca em que trabalhava. Até porque eu era o único promotor da cidade e só havia um único juiz. Se nós fôssemos nos preocupar com furto de galinha do vizinho; briga no botequim de bêbado sem lesão grave e noivo que largou a noiva na porta da igreja nós não iríamos dar conta de tudo de mais importante que havia para fazer e como havia (crimes violentos, graves, como estupros, homicídios, roubos, etc).
Era simples. Não há outro meio de você conseguir fazer justiça se você não priorizar aquilo que, efetivamente, interessa à sociedade. Talvez esteja aí um dos males do Judiciário quando se trata de “emperramento da máquina judiciária”. Pois bem. O Procurador Geral de Justiça (Chefe do Ministério Público) da época me ligou e pediu para eu colaborar com uma colega da comarca vizinha que estava enrolada com os processos e audiências dela.
Lá fui eu prestar solidariedade à colega. Cheguei, me identifiquei a ela (não a conhecia) e combinamos que eu ficaria com os processos criminais e ela faria as audiências e os processos cíveis. Foi quando ela pediu para, naquele dia, eu fazer as audiências, aproveitando que já estava ali. Tudo bem. Fui à sala de audiências e me sentei no lugar reservado aos membros do Ministério Público: ao lado direito do juiz.
E eis que veio a primeira audiência do dia: um crime de ato obsceno cuja lei diz:
Ato obsceno
Art. 233 – Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público:
Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa.
O detalhe era: qual foi o ato obsceno que o cidadão praticou para estar ali, sentado no banco dos réus? Para que o Estado movimentasse toda a sua estrutura burocrática para fazer valer a lei? Para que todo aquele dinheiro gasto com ar condicionado, luz, papel, salário do juiz, do promotor, do defensor, dos policiais que estão de plantão, dos oficiais de justiça e demais funcionários justificasse aquela audiência? Ele, literalmente, cometeu uma ventosidade intestinal em local público, ou em palavras mais populares, soltou um pum, dentro de uma agência bancária e o guarda de segurança que estava lá para tomar conta do patrimônio da empresa, incomodado, deu voz de prisão em flagrante ao cliente peidão porque entendeu que ele fez aquilo como forma de deboche da figura do segurança, de sua autoridade, ou seja, lá estava eu, assoberbado de trabalho na minha comarca, trabalhando com o princípio inventado agora da importância, tendo que fazer audiência por causa de um peidão e de um guarda que não tinha o que fazer. E mais grave ainda: de uma promotora e um juiz que acharam que isso fosse algo relevante que pudesse autorizar o Poder Judiciário a gastar rios de dinheiro com um processo para que aquele peidão, quando muito mal educado, pudesse ser punido nas “penas da lei”.
Ponderei com o juiz que aquilo não seria um problema do Direito Penal, mas sim, quando muito, de saúde, de educação, de urbanidade, enfim… Ponderei, ponderei, mas bom senso não se compra na esquina, nem na padaria, não é mesmo? Não se aprende na faculdade. Ou você tem, ou não tem. E nem o juiz, nem a promotora tinham ao permitir que um pum se transformasse num litígio a ser resolvido pelo Poder Judiciário.
Imagina se todo pum do mundo se transformasse num processo? O cheiro dos fóruns seria insuportável.
O problema é que a audiência foi feita e eu tive que ficar ali ouvindo tudo aquilo que, óbvio, passou a ser engraçado. Já que ali estava, eu iria me divertir. Aprendi a me divertir com as coisas que não tem mais jeito. Aquela era uma delas. Afinal o que não tem remédio, remediado está.
O réu era um homem simples, humilde, mas do tipo forte, do campo, mas com idade avançada, aproximadamente, uns 70 anos.
Eis a audiência:
Juiz – Consta aqui da denúncia oferecida pelo Ministério Público que o senhor no dia x, do mês e ano tal, a tantas horas, no bairro h, dentro da agência bancária Y, o senhor, com vontade livre e consciente de ultrajar o pudor público, praticou ventosidade intestinal, depois de olhar para o guarda de forma debochada, causando odor insuportável a todas as pessoas daquela agência bancária, fato, que, por si só, impediu que pessoas pudessem ficar na fila, passando o senhor a ser o primeiro da fila.
Esses fatos são verdadeiros?
Réu – Não entendi essa parte da ventosidade…. o que mesmo?
Juiz – Ventosidade intestinal.
Réu – Ah sim, ventosidade intestinal. Então, essa parte é que eu queria que o senhor me explicasse direitinho.
Juiz – Quem tem que me explicar aqui é o senhor que é réu. Não eu. Eu cobro explicações. E então.. São verdadeiros ou não os fatos?
O juiz se sentiu ameaçado em sua autoridade. Como se o réu estivesse desafiando o juiz e mandando ele se explicar. Não percebeu que, em verdade, o réu não estava entendendo nada do que ele estava dizendo.
Réu – O guarda estava lá, eu estava na agência, me lembro que ninguém mais ficou na fila, mas eu não roubei ventosidade de ninguém não senhor. Eu sou um homem honesto e trabalhador, doutor juiz “meretrício”.
Na altura da audiência eu já estava rindo por dentro porque era claro e óbvio que o homem por ser um homem simples ele não sabia o que era ventosidade intestinal e o juiz por pertencer a outra camada da sociedade não entendia algo óbvio: para o povo o que ele chamava de ventosidade intestinal aquele homem simples do povo chama de PEIDO. E mais: o juiz se ofendeu de ser chamado de meretrício. E continuou a audiência.
Juiz – Em primeiro lugar, eu não sou meretrício, mas sim meritíssimo. Em segundo, ninguém está dizendo que o senhor roubou no banco, mas que soltou uma ventosidade intestinal. O senhor está me entendendo?
Réu ¬– Ahh, agora sim. Entendi sim. Pensei que o senhor estivesse me chamando de ladrão. Nunca roubei nada de ninguém. Sou trabalhador.
E puxou do bolso uma carteira de trabalho velha e amassada para fazer prova de trabalho.
Juiz – E então, são verdadeiros ou não esses fatos.
Réu – Quais fatos?
O juiz nervoso como que perdendo a paciência e alterando a voz repetiu.
Juiz – Esses que eu acabei de narrar para o senhor. O senhor não está me ouvindo?
Réu – To ouvindo sim, mas o senhor pode repetir, por favor. Eu não prestei bem atenção.
O juiz, visivelmente irritado, repetiu a leitura da denúncia e insistiu na tal da ventosidade intestinal, mas o réu não alcançava o que ele queria dizer. Resolvi ajudar, embora não devesse, pois não fui eu quem ofereci aquela denúncia estapafúrdia e descabida. Típica de quem não tinha o que fazer.
EU – Excelência, pela ordem. Permite uma observação?
O juiz educado, do tipo que soltou pipa no ventilador de casa e jogou bola de gude no tapete persa do seu apartamento, permitiu, prontamente, minha manifestação.
Juiz – Pois não, doutor promotor. Pode falar. À vontade.
Eu – É só para dizer para o réu que ventosidade intestinal é um peido. Ele não esta entendendo o significado da palavra técnica daquilo que todos nós fazemos: soltar um pum. É disso que a promotora que fez essa denúncia está acusando o senhor.
O juiz ficou constrangido com minhas palavras diretas e objetivas, mas deu aquele riso de canto de boca e reiterou o que eu disse e perguntou, de novo, ao réu se tudo aquilo era verdade e eis que veio a confissão.
Réu – Ahhh, agora sim que eu entendi o que o senhor “meretrício” quer dizer.
O juiz o interrompeu e corrigiu na hora.
Juiz – Meretrício não, meritíssimo.
Pensei comigo: o cara não sabe o que é um peido vai saber o que é um adjetivo (meritíssimo)? Não dá. É muita falta de sensibilidade, mas vamos fazer a audiência. Vamos ver onde isso vai parar. E continuou o juiz.
Juiz – Muito bem. Agora que o doutor Promotor já explicou para o senhor de que o senhor é acusado o que o senhor tem para me dizer sobre esses fatos? São verdadeiros ou não?
Juiz adora esse negócio de verdade real. Ele quer porque quer saber da verdade, sei lá do que.
Réu – Ué, só porque eu soltei um pum o senhor quer me condenar? Vai dizer que o meretrício nunca peidou? Que o Promotor nunca soltou um pum? Que a dona moça aí do seu lado nunca peidou? (ele se referia a secretária do juiz que naquela altura já estava peidando de tanto rir como todos os presentes à audiência).
O juiz, constrangido, pediu a ele que o respeitasse e as pessoas que ali estavam, mas ele insistiu em confessar seu crime.
Réu – Quando eu tentei entrar no banco o segurança pediu para eu abrir minha bolsa quando a porta giratória travou, eu abri. A porta continuou travada e ele pediu para eu levantar a minha blusa, eu levantei. A porta continuou travada. Ele pediu para eu tirar os sapatos eu tirei, mas a porta continuou travada. Aí ele pediu para eu tirar o cinto da calça, eu tirei, mas a porta não abriu. Por último, ele pediu para eu tirar todos os metais que tinha no bolso e a porta continuou não abrindo. O gerente veio e disse que ele podia abrir a porta, mas que ele me revistasse. Eu não sou bandido. Protestei e eles disseram que eu só entraria na agência se fosse revistado e aí eu fingi que deixaria só para poder entrar. Quando ele veio botar a mão em cima de mim me revistando, passando a mão pelo meu corpo, eu fiquei nervoso e, sem querer, soltei um pum na cara dele e ele ficou possesso de raiva e me prendeu. Por isso que estou aqui, mas não fiz de propósito e sim de nervoso. Passei mal com todo aquele constrangimento das pessoas ficarem me olhando como seu eu fosse um bandido e eu não sou. Sou um trabalhador. Peidão sim, mas trabalhador e honesto.
O réu prestou o depoimento constrangido e emocionado e o juiz encerrou o interrogatório. Olhei para o defensor público e percebi que o réu foi muito bem orientado. Tipo: “assume o que fez e joga o peido no ventilador. Conta toda a verdade”. O juiz quis passar a oitiva das testemunhas de acusação e eu alertei que estava satisfeito com a prova produzida até então. Em outras palavras: eu não iria ficar ali sentado ouvindo testemunhas falando sobre um cara peidão e um segurança maluco que não tinha o que fazer junto com um gerente despreparado que gosta de constranger os clientes e um juiz que gosta de ouvir sobre o peido alheio. Eu tinha mais o que fazer. Aliás, eu estava até com vontade de soltar um pum, mas precisava ir ao banheiro porque meu pum as vezes pesa e aí já viu, né?
No fundo eu já estava me solidarizando com o pum do réu, tamanho foi o abuso do segurança e do gerente e pior: por colocarem no banco dos réus um homem simples porque praticou uma ventosidade intestinal.
É o cúmulo da falta do que fazer e da burocracia forense, além da distorção do Direito Penal sendo usado como instrumento de coação moral. Nunca imaginei fazer uma audiência por causa de uma, como disse a denúncia, ventosidade intestinal. Até pum neste País está sendo tratado como crime com tanto bandido, corrupto, ladrão andando pelas ruas o judiciário parou para julgar um pum.
Resultado: pedi a absolvição do réu alegando que o fato não era crime, sob pena de termos que ser todos, processados, criminalmente, neste País, inclusive, o juiz que recebeu a denúncia e a promotora que a fez. O juiz, constrangido, absolveu o réu, mas ainda quis fazer discurso chamando a atenção dele, dizendo que não fazia aquilo em público, ou seja, ele é o único ser humano que está nas ruas e quando quer peidar vai em casa rápido, peida e volta para audiência, por exemplo.
É um cara politicamente correto. É o tipo do peidão covarde, ou seja, o que tem medo de peidar. Só peida no banheiro e se não tem banheiro ele se contorce, engole o peido, cruza as perninhas e continua a fazer o que estava fazendo como se nada tivesse acontecido. Afinal, juiz é juiz.
Moral da história: perdemos 3 horas do dia com um processo por causa de um peido. Se contar isso na Inglaterra, com certeza, a Rainha jamais irá acreditar porque ela também, mesmo sendo Rainha… Você sabe.
Rio de Janeiro, 10 de maio de 2012.

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Fonte: via e-mail, segundo o mesmo, o autor foi Paulo Rangel (Desembargador do Tribunal de Justica do Rio de Janeiro).

O Sucesso consiste em não fazer Inimigos

Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:

Regra número 1:
Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: Se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1999 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2009.

Regra número 2:
A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.

Regra número 3:
Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.

Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é! A ‘Lei da Perversidade Profissional’ diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais possa ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.
Muito cuidado ao tentar prejudicar um colega de trabalho; Amanhã ou depois você pode depender dele para alguma coisa!

Portanto, profissionalmente falando, e “pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm “boa memória.
“Na natureza não existem recompensas nem castigos. Existem consequências.”

Max Gehringer (sem confirmação)

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Fonte: “O Vetor

Conhecendo San Francisco – USA

Sempre quis conhecer os EUA, porém se você gosta de filmes tanto quanto eu, talvez já conheça a América do Norte e ir lá é apenas comprovar que é um lugar incrível.
Óbvio que tem seus problemas, suas neuroses, etc. Porém, o fato é que é uma cultura muito mais avançada do que a Brasileira.
Antes que me xinguem, quero dizer que amo meu país e não penso em trocá-lo por outro (vale lembrar que poderia morar na Europa, já que tenho cidadania Européia também… Mas isso não vem ao caso…). =D

O fato é que quando você sai do país, as mazelas que você odeia no Brasil (como eu…), ficam mais evidentes. Exemplos?
* É difícil ver pessoas lá, jogando lixo pelo chão.
Óbvio que em alguns pontos existe sujeira no chão, mas quem sabe, não são de pessoas oriundas de outros países? =)
* O trânsito é muito organizado. Pedestres aguardam na calçada em frente a faixa de pedestres para atravessar, em 99,99% mesmo quando não há carros, aguardam…
* Por outro lado, carros respeitam sinais (yes!!), faixas, etc. Em alguns pontos, nas áreas mais residenciais, onde não há sinal para pedestre, mesmo assim existe a faixa e (pasmem!) os carros param para você atravessar, assim que você se posiciona em frente a faixa!
* Também é raro ver pedestre atravessando fora da faixa…
Vi uma cena que no Brasil chegaria a ser engraçada e cheguei a comentar no twitter: Um policial de moto, parou um ciclista e por algum motivo o multou… No Brasil, nem motorista de carro é…

Em todos os lugares que fui sempre encontrei muita educação por parte das pessoas, seja no aeroporto, lojas, hotel… Sempre fui bem atendido.
Sempre me falaram que, por exemplo, as equipes de segurança no aeroporto podem ser rudes e neuróticos… Sim, são neuróticos, porém o tratamento foi de total educação e respeito. Uma observação com relação a neurose com segurança em aeroporto: nada mais justo depois do que se passou no fatídico 11/09
Aliás, esse ponto da neurose (com a segurança em aeroportos) é interessante. Já começa no Check-in no aeroporto Brasileiro. As atendentes da American Airlines te fazem perguntas como “quem fez sua mala?”; “que tipo de bagagem está levando?”; “por algum momento ficou longe da bagagem depois que a fez até agora?”… E ainda te orientam a não deixar, em momento algum a bagagem de mão sozinha no caminho entre o check-in e avião…

Para ir para San Francisco, precisei fazer uma conexão e aguardar 5 horas em Miami, e como Miami é um dos pontos de entrada, nesse aeroporto foi onde tive que passar pela imigração e Alfândega Americanas. Lá achei muito engraçado o fato de que 99% dos funcionários falam em espanhol o tempo todo. Isso gerou uma situação no mínimo curiosa, na hora da entrevista da Imigração, porque ouvia as perguntas em espanhol e respondia em inglês (vai que falo algo em português e tem duplo sentido em espalhol e sou preso… Preferi não arriscar =P ).
Como cheguei de madrugada (Miami é 1 hora a menos do fuso de Brasília nessa época do ano e San Francisco são 4 horas a menos do que Brasília), nem sai do aeroporto, então dei uma volta por lá, comprovando que o aeroporto além de grande, estava sendo reformado e melhorado. Uma coisa que não gostei, foi de ter que pegar as malas em Miami e logo depois da alfândega despachar de novo, mas tudo bem (problemas de logística…).

Na hora de entrar no setor de embarque de Miami, foi um momento no mínimo tenso, já que você precisa se desfazer de todos os metais, tirar casaco, sapatos, etc… Acredito que no Brasil várias pessoas veriam essa situação como meio vexatória, mas é algo que lá provavelmente ninguém reclama de fazer (pelo menos não vi… Se não quiser entrar nos EUA, pode voltar dali mesmo… rsrs).
De fato, o momento tenso foi quando foi identificado uma “mini-”espada de São Jorge que estava na minha carteira. Essa mesma espada já tinha sido identificada no Aeroporto do RJ, mas passou sem problemas, após eu mostrar. Ainda cheguei a perguntar para a PF no RJ se isso daria problemas em Miami, mas não iria me desfazer dela do nada. Então, após a identificação em Miami, informei para o “armário de quase 3m de altura” que veio conversar comigo, do que era o objeto e após ele conversar com uns 2 supervisores, viram que eu não conseguiria derrubar um avião com um objeto de 10 cm (por via das dúvidas, na volta ela foi na mala =D).
Uma observação para quem faz escala, pela AA, como fiz: O voo de conexão é um voo doméstico e a não ser que você vá de primeira classe, eles não servem comida de graça…
Ao chegar em San Francisco, pode-se optar por vários tipos de meio de transporte: existe um trem, shuttle (van) e taxi. Optei por pegar shuttle (que custou U$ 17), o taxi por exemplo, custou na volta U$ 45, ou seja, é bem interessante pegar shuttle (se não estiver com malas que incomodem, o trem parece que custa U$ 8).

Essa primeira viagem para San Francisco, teve como idéia central acompanhar a Wordcamp SF 2011, um evento sobre WordPress (um CMS que administro no trabalho). Porém, consegui viajar aguns dias antes e tive a chance de conhecer uma cidade muito bonita.
Não sei se todos fariam como eu, mas eu andei muito por aqui. No primeiro dia, sai do Hotel, que ficava o começo da Powell St., e andei a rua inteira até chegar em Fisherman’s Wharf (você acaba passando por uma parte de Chinatown) e seus Piers, como o 39, onde você tem várias lojas, Aquarium of the Bay, lugares para comer e comprar lembranças da cidade.

O Pier 33 é de onde tem a saída das visitas para Alcatraz. Confesso que quis muito conhecer Alcatraz, mas o passeio como um todo demoraria praticamente 3 horas, eu cheguei tarde (já que fui andando) e as filas enormes (fica para uma próxima…). Continuei caminhando pela Embarcadero até chegar a Market St. voltando a Powell St.
Por que fui andando? Porque adoro tirar fotos e seria chato demais pegar o Cable Car, por exemplo, e ficar tentando tirar fotos. OK, turistas normais com suas point-to-shoot ficam tirando fotos assim, mas convenhamos, preciso olhar com calma o que vou registrar… =)

  San Francisco tem excelentes pontos de visita e como consequência, belos lugares para fotos. Outro ponto que conheci, e um dos mais conhecidos é a Alamo Square. Dessa praça, que fica em um dos pontos altos da cidade, você consegue visualizar as famosas “Painted Ladies”, algumas das poucas casas que sobraram após um grande incêndio que destruiu San Francisco anos atrás.

Sempre partindo da Market St., outro ponto muito bonito é o Civic Center, naquele entorno, ficam a Prefeitura, Biblioteca pública, Suprema corte…

Alguns passeios que eu queria fazer mas não deu tempo (a vida é cheia de escolhas… =D ): além de ir a Alcatraz; passear no Cable Car (alguns poderão me xingar, já que dizem que é O PASSEIO OBRIGATÓRIO, de quem vai a San Francisco, mas na boa? Ficar umas 2 horas esperando para andar 15 minutos nele seria demais para poucos dias na cidade); atravessar a Golden Gate até Salsalito de bike. Aliás, não ter ido nem a Alcatraz ou ter fotografado a Golden Gate foram os pontos chatos =P

Dica para quem vem querendo “ajudar a reerguer a economia americana” e gastar “a lot” nas excelentes lojas dos EUA: o ideal é ficar bem próximo do centro comercial (entre a Powell e Market St. está bom). Eu fiquei no The Powell Hotel (Esse na verdade fica na Cyril Magnin St., mas tem uma saída por trás que é “na cara do ponto final do Cable Car”, então você já sai do hotel e pode ver a fileira enorme de pessoas esperando para pegar o Cable.). O Hotel também fica muito perto do Westfield Shopping, NikeTown, Macy’s, Apple Store, GAP, entre outras várias lojas muito conhecidas. Isso facilita muito para quem quer apenas comprar (e muito) =)
Existem opções mais baratas no quesito roupas: Alugar um carro e ir até Petalume Village Outlet. Dizem que é bem mais em conta.
Alías, quando se vem aos EUA você tem a exata noção de que só compra as coisas nos EUA quem é pobre, rico compra no Brasil mesmo, já que, sinceramente? A diferença de preços é absurda! Exemplo? Um iPod Shuffle, custa no Brasil R$ 200,00. Nos EUA? U$ 52 (já com imposto e convertendo pelo dólar atual, uns R$ 82). Alías, todas as lojas, na hora em que você vai pagar o produto ou comida, informam o preço incluindo 8,5% de taxa (Em outros estados eles podem cobrar esse valor, outro ou nenhum). Um tablet como o Galaxy 10.1? Acabou de ser anunciado no Brasil por R$ 2.000,00, custa U$ 499,99… Precisa continuar?

Aliás sobre compras, achei engraçado na hora em que fui fazer o check-in no aeroporto de San Francisco, o atendente da American Airlines perguntar se eu tinha certeza de que era brasileiro, se estava realmente indo para o brasil, já que eu só estava com 32 Kg (o permitido são 60 kg) e que brasileiros adoravam equipamentos eletrônicos. Tentei explicar a ele de que no Brasil esses equipamentos custavam quase 4 vezes (ou mais…). Ele riu, óbvio…

Uma imagem que vai ficar dos americanos: sempre ver eles andando pelas ruas com fones brancos (de iPhone, iPad, iPod…) e um copo grande de café (provavelmente Starbucks) e consultando um smartphone. Eu não sei se esse negócio de ficar andando sempre de fones é só para ouvir música, ou se é apenas uma forma de evitar problemas pelas ruas… Sempre ouvia falar que nos EUA se processa por qualquer coisa… Então imagino que andando de fones nas ruas, evite alguém falar que você estava mexendo com alguém… Sei lá… =)

Da parte de San Francisco que andei, a da Market St. estava o tempo todo cheia de gente, quando você começa a se afastar dessa área, as ruas vão ficando vazias demais. Chega a ser estranho, mas não vi nada demais. Mesmo tendo alguns pontos com pedintes e moradores de rua (geralmente quando eles estão na região da Market St. imediatamente um policial solicita que saiam ou algo parecido…).
Aliás, cheguei a ver um dia quando estava saindo da Apple Store dois policiais correndo e entraram na loja para pegar alguém… Não sei por que… =D

Sobre o clima? Bom, apesar de estarmos no verão o clima é muito agradável e chega a fazer frio, mesmo durante o dia é sempre bom ter um casaco ou jaqueta e não é difícil de que você o use (e olha que eu sempre sinto calor!). Isso porque durante o dia, mesmo com sol, corre um vento frio. Mas é muito agradável andar pela cidade sem se preocupar com o calor. Aliás, mesmo com vento frio e tal, durante os dias que andei pela cidade, não usei boné, o que resultou em antes mesmo de sair de San Francisco estar descascando… Parece até que fui para a praia aqui… =P

Caso pense em usar o sistema de transporte daqui, existem algumas cabines onde você pode comprar o ticket. Existem várias opções como 1 dia inteiro, 3 ou até 7. Isso lhe dá o direito de, além de andar no cable car, nos ônibus e trens. Pode ler mais sobre isso aqui

Bom, deixei San Francisco com algumas certezas:
* É um lindo lugar
* É fato que vou querer voltar lá.

A hora certa de beber água

Você vai ao bar e bebe uma cerveja.

Bebe a segunda cerveja. A terceira e assim por diante.

O teu estômago manda uma mensagem pro teu cérebro dizendo “Caracas véio… o cara tá bebendo muito liquido, tô cheião!!!”

Teu estômago e teu cérebro não distinguem que tipo de liquido está sendo ingerido, ele sabe apenas q “é líquido”.

Quando o cérebro recebe essa mensagem ele diz: “Caracas, o cara tá maluco!!!”

E manda a seguinte mensagem para os Rins “Meu, filtra o máximo de sangue que tu puderes, o cara aí tá maluco e tá bebendo muito líquido, vamo botar isso tudo pra fora” e o RIM começa a fazer até hora-extra e filtra muito sangue e enche rápido.

Daí vem a primeira corrida ao banheiro. Se você notar, esse 1º xixi é com a cor normal, meio amarelado, porque além de água, vem as impurezas do sangue.

O RIM aliviou a vida do estômago, mas você continua bebendo e o estomago manda outra mensagem pro CÉREBRO “Cara, ele não pára, socorro!!!” e o CÉREBRO manda outra mensagem pro RIM “Véio, estica a baladeira, manda ver aí na filtragem!!!”

O RIM filtra feito um louco, só q agora, o q ele expulsa não é o álcool, ele manda pra bexiga apenas ÁGUA (o líquido precioso do corpo). Por isso que as mijadas seguintes são transparentes, porque é água. E quanto mais você continua bebendo, mas o organismo joga água pra fora e o teor de álcool no organismo aumenta e você fica mais “bunitim”.

Chega uma hora q você tá com o teor alcoólico tão alto q teu CÉREBRO desliga você. Essa é a hora q você desmaia… dorme… capota…

Ele faz isso porque pensa “Meu, o cara tá a fim de se matar, tá bebendo veneno pro corpo, vou apagar esse doido pra ver se assim ele pára de beber e a gente tenta expulsar esse álcool do corpo dele”

Enquanto você está lá, apagado (sem dono), o CÉREBRO dá a seguinte ordem pro sangue “Bicho, apaguei o cara, agora a gente tem q tirar esse veneno do corpo dele. O plano é o seguinte, como a gente está com o nível de água muito baixo, passa em todos os órgãos e tira a água deles e assim a gente consegue jogar esse veneno fora”.

O SANGUE é como se fosse o Boy do corpo. E como um bom Boy, ele obedece as ordens direitinho e por isso começa a retirar água de todos os órgãos. Como o CÉREBRO é constituído de 75% de água, ele é o q mais sofre com essa “ordem” e daí vêm as terríveis dores de cabeça da ressaca.

Então, sei q na hora a gente nem pensa nisso, mas quando forem beber, bebam de meia em meia hora um copo d’água, porque na medida q você mija, já repõe a água.

Sabia que…

… tomar água na hora correta maximiza os cuidados no corpo humano?

2 copos de água depois de acordar ajuda a ativar os órgãos internos.

1 copo de água 30 minutos antes de comer ajuda na digestão.

1 copo de água antes de tomar banho ajuda a baixar a pressão sanguínea.

1 copo de água antes de ir dormir evita ataques do coração.

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Fonte: Texto retirado de “O bar do Zé”.