As abelhas e sua importância (A suicida soberba humana)

Quando se pensa no fim da espécie humana, logo vem à mente a hipótese de uma guerra nuclear ou bacteriológica, um grande asteróide colidindo com o planeta, ou ainda grandes erupções vulcânicas que cobririam o céu de fumaça impedindo a passagem da luz do Sol e tornando inviável a manutenção da vida de animais e plantas. Em matéria de catástrofes, a imaginação voa longe. E costuma ser hiperbólica. Projeta cenários gigantescos, com muita pirotecnia e rangidos fantasmagóricos. Um filme de Hollywood daqueles de tirar o sono.

Mas há uma outra forma do planeta sucumbir de forma muito mais silenciosa, em muito pouco tempo. E pelo desaparecimento de um único e minúsculo inseto: a abelha. O que prova que há um delicado equilíbrio que não pode ser rompido impunemente. Cientistas têm dado o alerta. Por razões ainda desconhecidas, as abelhas estão desaparecendo nos Estados Unidos e na Europa. E eu com isso?, dirão em coro cidadãos de olho no pregão da Bolsa de Valores ou nas vitrines das lojas dos shoppings. A ignorância da maioria da população sobre a delicada teia de fenômenos naturais que nos mantém vivos, conduz a humanidade a uma soberba suicida.

Há uma frase atribuída a Einstein e que, no entanto, não teve até hoje a comprovação da autoria. Mas não importa o autor, a frase tem um enorme fundo de verdade: “Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, ao ser humano restariam apenas quatro anos de vida”. OK, não vamos ser tão exatos. Mas o fato é que sem abelhas não há polinização, não há plantas, que alimentam animais e seres humanos. É claro que há alimentos que não precisam de polinização, mas o impacto sobre a vida no planeta seria devastador e impossível de prever. E se Einstein não disse a frase acima, disse esta: “Deus não joga dados”. Ou seja, há uma lógica no universo e no ecossistema que nos mantém vivos.

Antes que me chamem de louco, melhor pedir o testemunho de gente séria. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), as abelhas polinizam os frutos de 73% dos alimentos que consumimos. Há cientistas que falam em 50%. O fato é que não é pouco. “Nenhum inseto tem a capacidade de substituir as abelhas”, diz Ian Lipkin, diretor do Centro de Infecção e Imunologia da Universidade Colúmbia. Há outros que fazem o mesmo serviço, não com a mesma eficiência, mas que também estão sendo dizimados: borboletas, pássaros, vespas, besouros, mariposas e morcegos, por exemplo. A falta das abelhas seria mais catastrófica para a agricultura que o aquecimento global, afirma Diana Cox-Foster, da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA, que lidera o grupo de estudos sobre o sumiço das abelhas. Fala-se em vírus, em aquecimento global, em transgênicos… Há muito o que se pesquisar sobre os possíveis vilões.

Mas não é preciso ser nenhum grande especialista, enfim, para concluir, que a continuar a devastação da natureza, nós vamos nos ferrar. Com ou sem abelha!

Não é assustador, mas inquietante.
Minha esposa, anos atrás, quando se aposentou, fez dois cursos sobre jardinagem.
Aprendeu a imortância das abelhas, das vespas e das lagartas.
Em nosso quintal, havia colméia de pequenas vespas que destrui por duas vezes, com medo de ferroada. O professor explicou para minha esposa que aquele tipo de vespa não ferroa o ser humano e poliniza as plantas.
O mesmo falou das lagartas. Elas comem as folhas das plantas e acabam por destrui-las, parecendo um inseto nocivo. Mas elas serão as borboletas que polinizarão as mesmas plantas.
O importante é saber equilibrar: deixar que algumas plantas tenham suas folhas devoradas pelas lagartas, mas não destruir as lagartas. Isso salvará as outras plantas. É como o “boi de piranha” que é sacrificado para salvar todo o rebanho.

Por Celso Vicenzi (autoria não confirmada)

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