Qual a moral da história?

Um coelhinho felpudo estava fazendo suas necessidades matinais quando olha para o lado, e vê um enorme urso fazendo o mesmo.
O urso se vira para ele e diz: – Hei, coelhinho, você solta pêlos?
O coelhinho, vaidoso e indignado, respondeu: – De jeito nenhum, venho de uma linhagem muito boa…

Então o urso pegou o coelhinho e limpou o cú com ele.

MORAL DA HISTÓRIA:
CUIDADO COM AS RESPOSTAS PRECIPITADAS, PENSE BEM NAS POSSÍVEIS CONSEQÜÊNCIAS ANTES DE RESPONDER!

No dia seguinte, o leão, ao passar pelo urso diz: – Aí, hein, seu urso! Com toda essa pinta de bravo, fortão, bombado! Te vi ontem, dando o rabo prum coelhinho felpudo. Já contei pra todo mundo!!!

MORAL DA MORAL:
VOCÊ PODE ATÉ SACANEAR ALGUÉM, MAS LEMBRE-SE QUE SEMPRE EXISTE ALGUÉM MAIS FILHO DA PUTA QUE VOCÊ!

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Ser pobre é…

  1. Enrolar papel higiênico pra fazer absorvente!
    Argh! Além de pobre você é porca… Se buceta já é fedida usando Tampax Bactericida e Vagisil imagina como não fica usando papel higiênico? Que nojo!
  2. Sandália Havaiana!
    Meu amigo, presta atencão: só pode passear no shopping de sandália havaiana quem é rico. É fashion! Já o pobre passeando de havaiana é mulambento.
  3. Espremer espinha!
    Imagina só a cena: Sexta à noite, você duro, sem um puto no bolso. Na varanda da casa da namorada e ela espremendo as espinhas das suas costas. Além de pobre é nojento. Depois infecciona tudo e vira pereba.
  4. Megasena!
    Acertar a quadra na megasena, fazer um churrascão pra toda vizinhança pra comemorar e depois descobrir que só ganhou 17 pratas.
  5. Contratipo!
    Comprar “das colega” um perfuminho vagabundo “Contem 1g” ou “Cazo” de 5 merrecas e dizer que é francês…
  6. Usar terno no fim de semana!
    Ou é pobre ou é crente… Cruz credo! Rico só usa terno no escritório ou em casamento.
  7. Tapete na parede!
    Compra na 25 de março um legítimo tapete persa made in paraguay e põe na parede, para ninguém pisar.
  8. TV a gato!
    Paga 10 pratas por uma TV a gato da favela com 160 canais, mas só assiste novela mexicana do SBT, o Gilberto Barros e a Hebe Camargo.
  9. Festa no McDonalds!
    Só pobre acha que festa naquela porcaria de lanchonete é chique. O cara comemora o aniversário dos filhos no Mac Donald’s fica controlando o que a pirralhada come e depois soma os presentes recebidos para ver se a festa não deu prejuízo.
  10. É camarão de verdade!
    Quando compra camarão faz prato com chuchu ou empadão cheio de maizena pra render.
  11. Só acessar a internet depois da meia noite!
    É um clássico entre os fudidos… O cara fica a noite toda navegando, não dorme e no dia seguinte não consegue trabalhar direito. Aí é despedido do emprego e fica mais fudido ainda…
  12. Lavar carro no fim de semana!
    Santa pobreza! Voce já viu alguém da Barra da Tijuca ou Leblon lavando o carro? Em qualquer dia da semana que seja? Quem tem grana, manda lavar. A galera do salário mínimo acha que é programa de fim de semana lavar o chevettão 75, na calçada, com o som ligado a toda tocando funk pra todo mundo ver e ouvir em pleno sabadão… São criaturas dignas de pena!
  13. Capinha de celular!
    Além de ser coisa de pobre é muito boiola. Só viadinho pobre não gosta do celular riscado. Quem tem grana compra outro quando o celular fica riscado.
  14. Plástico nos bancos do carro!
    A criatura compra um carro e manda o cara da concessionária deixar os plásticos nos bancos… O cara pode até ter grana, mas tem espírito de pobre!
  15. Feira depois das 13 horas!
    É a famosa hora da xepa. Tudo com 80% de desconto, mas também é tudo 80% em decomposição. É a festa dos pobres, pois as salmonelas são de graça!
  16. Whisky du baum!
    Coloca whisky “Drurys” nacional em garrafa de estrangeiro 12 anos, para enganar as visitas.
  17. Tá zerinho-zerinho!
    A criatura desorientada mantém por 15 anos colado no pára-brisa do automóvel aqueles selos de controle de qualidade, para fingir que comprou o carro “zero quilômetro”.
  18. Pulguento!
    Seu cachorro tem toda pinta de “vira-lata”, mas ele jura que é de raça.
  19. Adubo!
    Recolhe a bosta do pulguento citado acima para colocar nas plantas.
  20. Viajando de avião!
    Quando viaja de avião, pela Gol, com passagem financiada em 15 vezes sem juros, põe no bolso aquelas pavorosas barrinhas de cereais pra dar pros filhos bixiguentos.
  21. Seu dotô!
    O cara passou raspando no telecurso 2º grau, mas mas exige que os porteiros do prédio que o chamem de “doutor”.
  22. Provedor de internet grátis!
    É grátis, você não paga nada. Mas também não baixa nada…
  23. Lipo!
    Fez uma cirurgia de hemorróida no INAMPS, mas diz pra todo mundo que fez lipoaspiração na Clínica São Vicente.
  24. Sou importante!
    Vai a enterro de autoridade só para sair na foto e fingir que é importante.
  25. Sou chique!
    Quando viaja se hospeda em pensão ou albergue de estudante com carteirinha falsa, mas depois mostra foto tirada em frente a hotel cinco estrelas.
  26. Marmita!
    É o top do top da pobreza! A coitada da mulher acorda as 5 da madruga pra fazer o marmitão do marido… Angú com carne moída. Chega meio-dia tá tudo azedo! Mas o pior mesmo são aquelas faveladinhas que dizem: “É só uma saladinha. Tô de dieta”. Dieta é o cacete! Tu é fudida mesmo!
  27. Strogonoff!
    Se você perguntar a alguém qual é o prato favorito e a criatura responder “istrogonofi” pode ter certeza é pobre!
  28. Visita surpresa!
    É coisa típica de pobre. Sempre faz visita surpresa na hora do almoço ou jantar pra filar a bóia. Quem tem grana (e educação), telefona com dias de antecedência para marcar a visita e leva um bom vinho ou flores de presente para os anfitriões.
  29. Viajar para Cabo Frio/Guarujá!
    Quem tem grana viaja pra Nova York, Roma, Paris e Londres. Rico no máximo passa por essa miséria, por cima… de avião!
  30. Carteirinha de estudante!
    Bom, todo mundo sabe que estudante é uma raça fudida por natureza… Mas precisa de carteirinha pra provar? Imagine a cena: Você e aquela gata da faculdade que você tá paquerando desde o vestibular vão ao cinema pela primeira vez. Que lindo, de mãozinhas dadas, coraçõezinhos flutuando em volta de vocês, muito romantismo, um mimo de ver. De repente, você vira para ela e solta a bomba: “Tem carteirinha de estudante?”. Pelo Amor de Deus… Isso é o cúmulo da pobreza. Desse jeito a única coisa que você vai comer depois do cinema é chiclete. Gasta só mais uns R$ 5,00 e paga uma inteira pra gata…
  31. Celular pai-de-santo!
    Você é um fudido que não tem grana pra comprar uma porra de cartão de 10 pratas pro teu celular? Joga essa merda fora! Aquela desculpa “Meu celular tá fora de área… Me empresta o seu?” já não cola mais.
  32. Crediário na C&A!
    Fala sério! Só por que a Gisele Bünchem e a Dalinela Sarahiba aparecem na Tv você acha que é roupa de rico? É roupa da pobre! Quase o fundo do poço, pois o fundo fica na Sulanca, lá em Pernambuco.
  33. Baixar filme na Internet!
    A porra do computador fica noites e noites inteiras ligado, baixando filmes…. Além de pobre é burro. Você acha que a energia elétrica é de graça? Aluga a merda do filme no Blockbuster que fica mais barato, otário!
  34. Restaurante a kilo depois das 3 da tarde!
    Tem 50% de desconto sim, mas o feijão está frio, a salada murcha, e da carne, só sobrou pelanca. Só pobre come esse lixo.
  35. Loja “Tudo por R$ 1,99”!
    Se você entra numa loja dessas querendo achar um presente legal pra sua namorada ou pra sua mãe é por que você é uma criatura digna de pena.
  36. Salgadinho + refresco por R$ 1!
    Geralmente é uma coxinha de galinha que só tem massa, frita em um óleo tão velho que dá ansia de vômito e um copo de kisuco que quase não tem força para sair da garrafa de tão fraco.
  37. Sanduba de churrasquinho grego!
    Mais uma nojeira de pobre. Você já viu alguém que ganhe mas de 200 reais por mês comendo essa porcaria? Dizem que é carne, mas na verdade é sebo, pelanca e gordura… tudo assado.
  38. Bolo Plus Vita!
    Aniversário de pobre é assim: Um bolo plus vita com um fosforo espetado. Normalmente, vem acompanhado de tubaína… um miserê só…
  39. Usar camisa de time na segunda feira!
    Putz… Que nojeira! Usar a camisa do Corinthians ou Flamengo, na segunda feira só pra zoar a galera do trabalho é típico de quem mora na Freguesia do ó do fiofó ou em Rocha Miranda!
  40. Rifa!
    Também conhecida como “Ação entre Amigos”. É raspa do tacho da pobreza. Eu nem sei o que é pior: O pobre que faz a rifa ou o pobre que compra rifa. Normalmente o “sensacional” prêmio é um jogo de panelas de “tefron”, um abajur em formato de baiana ou um perfume Christian Grey.
  41. Cama beliche!
    Móvel tipico dos pobres, que se reproduzem feito ratos e tem que dormir em algum lugar, uns em cima dos outros. Rico tem no máximo dois filhos. E cada um tem seu quarto.
  42. Acampamento!
    Acampamento em Mangaratiba? Guarapiranga? Pobre! Pobre!! Pooooobre!!! Rico quando viaja vai pra um hotel ou resort. Dormir em barraquinha e comer miojo é coisa pra fudido.
  43. Usar porta-título de eleitor com os dizeres: “Lula/94 sem medo de ser feliz”!
    Além de pobre, é burro.
  44. Paquerar no ônibus!
    Quem é rico paquera do carro! Além do mais, você acha que a gata que tá no banco do lado vai dar mole pra você? Um pé-rapado que só anda de busão?
  45. Ir a uma festa de aniversário sem presente e falar para o aniversariante: “O presente vem depois!”
    Entenda de uma vez por todas, quando alguém te convida para um aniversário, na verdade estão convidando o presente que você vai comprar. Eles estão cagando e andando pra você e sua digníssima presença no evento. Se você é um fudido, dê uma desculpa e recuse o convite.
  46. Sacudir a lâmpada queimada pra ver se ela volta a funcionar!
    Bom, além de pobre é retardado. Desde quando lâmpada volta a funcionar depois de queimada só porque a criatura resolveu sacudir o treco?
  47. Ir para o trabalho de bicicleta e dizer que é só para manter a forma!
    É pobre mas é fashion. E é de ecologicamente correto. Nem dá muita bandeira de pobreza. Ficar suado e fedendo não é um problema relevante. Pobre é sempre fedido mesmo… Até andando de táxi com ar condicionado.
  48. Ir a festa de casamento de calça jeans!
    Pronto, você acabou de cometer um pecado mortal para quem não quer ser brega, nem poooobre! Se no convite está dizendo: Passeio Completo, ou Esporte Fino, seja educado e pergunte as pessoas o que significam essas palavras… Não me vá colocar uma calça jeans e sair assim, pelo amor de Deus… Se você faz isso, então não adianta nem te explicar o que significa aquela sigla lá no fim do convite ( R.S.V.P)… Aliás, para um casamento, qualquer roupa que não seja terno e gravata é coisa de pobre.
  49. Fila (de qualquer tipo)!
    Nada melhor do que uma boa fila para jogar na sua cara que você é pobre. Se não fosse, daria um jeito e não estaria ali. Aliás, a relação “quantidade de fila enfrentada X mês” é uma boa maneira de analisar se um cara é fudido. Se em 30 dias a pessoa não pegar nenhuma fila é sinal de que tem grana. Observe: rico não espera em banco, ele manda o boy ou telefona pro gerente. Também não encara fila no restaurante, ele tem reserva. Tampouco se aglomera na entrada de shows ou jogos, ele vai direto para o camarote. No cinema e teatro, ele é convidado e passa ao lado da catraca. Padaria, farmácia e supermercado são lugares que um cidadão abastado dificilmente entra, ele pede por telefone. Fila em pedágio não, ele usa o passe eletrônico e passa direto. Mas o fato é que a fila é um grande indicador de classe social. Tem gente que vai achar esse conceito exagerado, porque existe a tal classe média. No meu entender, porém, a fila acaba com a existência da classe média. É pobre e acabou. Ou ainda pior. O cara “classe média” é o pobre alienado, satisfeito e cego. Um “classe média” convicto nem mesmo na fila percebe que é pobre. Ele não pensa nisso. Nem olha em volta para se comparar com os demais. Fecha os olhos para o que não quer ver. E nem percebe que 80% das filas garantem uma vil recompensa para quem enfrentou: pagamento. O cara faz fila para pagar e, depois de desembolsar a grana, sai satisfeito e aliviado, porque terminou a espera e o tempo perdido. Poucas horas depois provavelmente estará em outra fila qualquer…
  50. Me encontra no ponto!
    Ponto de quê?! Pelo amor de Deus, ponto de ônibus, não, né??? Tem coisa mais xinfrim do que pedir para aquela namoradinha esperar no… ponto! Tanto lugar, e você, pobretão de carteirinha, pede pra ela te encontrar exatamente onde desce o 226, 415, 607 e por aí vai…
  51. Vou de Mercedes para o trabalho!
    Com certeza, o canastrão que solta essa pérola está se referindo ao ônibus… Quem tem Mercedes, não fala que tem. Tem Classe A, tem A 160, CLK, e por aí vai… Quem tem Mercedes, tem até medo de falar que tem…
  52. Laje!
    Tem palavra que mais denota a pobreza do que… laje??! Por favor, se sua casa ainda não está pronta, seja mais refinado e diga: “Meu imóvel está na estrutura básica…” ou, simplesmente: “Ainda não está pronta”… Jamais diga: “Só tem a laje!”. Além do quê, Laje (argh!) lembra palavras como garage(!), mirage (!) ou viaje(!!!), que, quando ditas desta forma, meu amigo, é porque a coisa está muito feia para o seu lado…
  53. Vale Transporte!
    Não adianta tentar defender, não! É coisa de poooooobre mesmo!! “Vale” já é uma palavra da hierarquia de laje! Quem usa, só mostra ao trocador do ônibus, não sai por aí com o vale na mão, abanando por causa do calor (que também é coisa de pobre..). Como Vale Tranporte, as outras denominações grotescas também são passíveis de menção:
  54. Vale-Refeição!
    Tem coisa pior do que entrar naquele restaurante chique em pleno aniversário de namoro e fazer a célebre pergunta ao garçom: “Aqui aceita tíqui?” O garçom, conta mentalmente até 10, comprime os músculos do rosto para que a raiva se transforme em um sorriso amarelado e diz: “Aceitamos todos os cartões, senhor…”
  55. Vale-Alimentação!
    Vamos ser sinceros: Alguém já conseguiu fazer compras de mês com o bloquinho de vale-alimentação que se recebe de uma empresa?? Meus amigos, concordem, a única coisa que dá pra comprar, mal e porcamente, é a famosa e mágica palavra (que, quando pronunciada, transforma-te em pobretão máximo: cesta-básica!! Falando nisso…
  56. Cesta-Básica!
    Está no rol das primeironas… Palavra que já mostra toda a potência de seu ser… Tudo para pobre: macarrão (espaguete, nunca “goela-de-pato”), leite (da Parmalat nem pensar!), sardinha (ou você acha que aquilo que você come é atum?!), etc… ou alguém já recebeu cesta-básica com azeitonas verdes, salmão defumado ou um bom vinho Português??
  57. Espetinho, Churrasquinho-de-Gato!
    Pô, já se acusou! “Vamos botar na farofa?” Pronto! Aí mesmo, assumiu a pobreza no seu ser! Aquela vasilha que as pessoas mergulham sem a menor educação, fazendo a maior sujeirada na mesa do pobre (?!) vendedor é farinha, nunca farofa… Mas não se iluda: farofa também é coisa de pobre, principalmente quando vem a “dupla-dinâmica” (abaixo).
  58. Frango-Assado com Farofa!
    Não venha com o papo-furado de que não quer cozinhar porque é domingo! É coisa de pobre mesmo! Vai para uma churrascaria! Além de pobre, é coisa de porco! Ou vc nunca come a coxa do frango com a mão?? Ou vai dizer que nunca falou de boca cheia exatamente na hora em que tascou aquela garfada de farofa??
  59. Meu carro tem calotas!
    Pobre! Pobre!! Pobre!!! Não anuncie nunca um carro e diga isso! Você deprecia o carro! Calota é coisa de pobre! Só falta dizer que comprou aquela calota na promoção do Carrefour! Calota é o cacete! Seja menos pão-duro e compre rodas de liga-leve…
  60. Mesinha de Ferro!
    Falando muito sério… Não tem coisa mais horrível do que aquelas mesinhas de ferro (com toalhas de papel) que as pessoas ficam contando (isso mesmo, porque nunca tem o suficiente no play do prédio) para colocar na festinha infantil da sobrinha pentelha! Não tem uma pessoa que (bêbada, em fim de festa) queira ajudar e não prenda o dedo na cadeira ou na maldita mesa. Coça o bolso e aluga mesas decentes!
  61. SAARA! (OU 25 DE MARÇO EM SAMPA)
    É mais barato, é o que vai dizer, né? Não importa! Pooooobre! Ficar passeando naquele Sol pela Rua da Alfândega para achar uma pechincha (mesmo quando não tem nada para comprar) é coisa de pobre! Vai pro shopping e bota o tênis no pé para passear com conforto! O pior é quando ainda param pra comer pastel e caldo de cana… que nojo!
  62. “Faz financiamento?”!
    Salvo carros e apartamentos, qualquer outra buginganga inclui-se nesta frase como… coisa de pobre! Pra que vai perguntar se aquela televisão de 53 polegadas (com PIP, tela plana e outros apetrechos) faz financiamento, se vai ter que pagar mais do que o seu salário para ligá-la apenas quando chega do trabalho?? Seja prudente e compre uma de 20 polegadas…à vista!
  63. Bananadas!
    Já vi coisa de pobre, mas igual a bananadas não tem… Onde as achamos? No meio da estrada ou dentro de ônibus! E pior: pode-se pagar com vale transporte ou “tíqui”!
  64. Copacabana!
    Preconceitos à parte, mas uma praia em que se pode ir de metrô, os amigos devem imaginar o que se esconde embaixo da areia… Vemos as cenas mais estapafúrdias, desde enterrar o vovô com a pazinha de “prástico” até guerra de bolas-de-areia na beira do mar… Quem mora em Copacabana e tem orgulho disso, normalmente diz: moro no Leme… moro no Arpoador…Moro no Bairro-Peixoto. Em Copacabana nunca. E quem vai a praia, vai na praia do Leblon, Ipanema, Pepê ou Prainha…
  65. Ovo-Colorido!
    Não tem classificação. Primeiro: entra no boteco (coisa de pobre). Depois, pede-se uma…pinga (sem comentários)… Então, olha-se para o vidro e solta: “me dá aquele ovo amarelo ali, mas eu quero o amarelo!” Pronto, precisa dizer mais?!
  66. Antena com Bombril!
    Bom, se chegou a esse estágio, já era, provavelmente não tem mais salvação. Antena com bombril é, com absoluta certeza, a coisa mais pobre de todas! E não pergunte se seu prédio tem “antena coletiva” que isso também é muuuito pobre, meu amigo! Conselho: se não pode ter TV a cabo, compre uma antena decente e coloque na sua televisão. A salvação estará perdida se fizer um crediário na Casa & Vídeo… Aí, não tem Jorginho Guinle que te salve… já era.
  67. Comprar na Uruguaiana!
    Putz, aí ferrou! Reebok é Reboque, Swatch é suatchi, e por aí vai… e ainda tem gente que acredita que aquelas ferramentas que eles vendem nas bancas não enferrujam… Meu nobre amigo, saiba guardar dinheiro e compre uma calça de marca, que não vá desfiar… Um tênis que não vai perder a cor na primeira lavagem, uma camisa de time de futebol oficial…Aliás, quem desfila por aí (principalmente em shoppings) com essas blusas… é pobre!
  68. Geladeira de Isopor!
    Não tem desculpa, nem mais em casa de praia! Geladeira de isopor é muito pobre, pô! Que é isso!! Chega na praia com aquele treco arrastando pela areia, cheio de cerveja e pão-com-mortandela! Deixa de ser miserável e sai da praia direto para um restaurante!
  69. “Gostou? É Chapeado!”
    Não posso acreditar que vai dar de presente para a sua mãe, que tanto te amou a vida toda, limpou todos os cocôs da tua bunda, um presente tão ordinário… Em contrapartida, também não precisa comprar um sapato na Di Santini, uma roupa na C&A nem uma caixa de Bombons nas Lojas Americanas… Se Mr.Cat, Zara e Kopenhagen não fazem parte do vocabulário, então, companheiro, compre umas flores (de plástico não!!) que ela ficará mais feliz do que um anelzinho vagabundo chapeado…
  70. Bandejão!
    Assim mesmo! Ban-de-jão! Aquele feriadão e você vai comer no “quilo”?! Não importa! Bandeijão! Muito pobre! Pior são aqueles que ainda tem curiosidade(??) em comer no restaurante do Betinho… Curiosidade uma ova! Agora, vê se ele vai pagar o mico sozinho?? Vai é levar a família toda, inclusive a sogrona…
  71. Cajuzinho!
    Miguel Falabella tem toda razão: imagina só, aquela festa no quintal(?), com mesinhas de ferro (?!), vinho sangue-de-boi ou cerveja belco em garrafa (???) e churrasquinho-de-gato (????) com a seguinte sobremesa: bolo do Prezunic com cajuzinhos… Após isso, bota o funk pra rolar egüinha pocotó e peça aquela vizinha bunduda e a amiga (que veio lá do Campinho) para dançar a coreografia… Um tiro na cabeça dói bem menos!
  72. Refrigerante Convenção!
    Bom, amigo, se você chegou a esse ponto, está praticamente no último dan; mais uma faixa e poderá dar aula… Coca-Cola, Pepsi até Guaraná da Brahma e você vai ao Guanabara (Argh!) para comprar refrigerante de laranja da marca Convenção??? A coisa está feia para o seu lado, hein…
  73. “Onde cê mora? Moro na Araújo Leitão, no Grajaú”!
    Coisa nenhuma! Você mora no Lins do Vasconcellos, não adianta mentir! “Moro na Clarimundo de Melo, no Méier”…Não, você mora no En-can-ta-do! “Moro na Geremário Dantas, Freguesia”…deixa de tentar, poooobre! Você mora no Pechincha! “Moro na Niemeyer”…vamos ser sinceros?? Você é favelado e mora no Vidigal, e ponto final! Não adianta, está no IPTU !!!
  74. Móveis da Toque a Campainha ou das Casas Bahia!
    Pela mãe do guarda, é muuuuuuito pobre, pessoal! Além de ser pobre, é de péssimo gosto… São poucos os que saem do “bizarro” e se tornam simples. Pior: compram tudo isso no… carnê em 36 prestações. Fala sério! O móvel acaba e o carnê continua. Coisa pobre pra cacete!
  75. Caneta Bic!
    Só é perdoado em casos de extrema necessidade, como aquele em que, minutos antes do concurso, descobre-se que esqueceu a caneta em casa. Vai ter que pagar o preço e entrar na fila pra ser pobre: comprar no camelô mesmo! Fora isso, meu amigo, não precisa ter Monblanc, mas também, não vamos exagerar, né? Você, todo bem arrumado, vai assinar “aquele” documento, quando puxa a caneta vem uma…Bic. Dá para imaginar a cena?
  76. Rebecca, Samantha, Melanie, Stephanie, Jenniffer, Camille, Grace!
    Sacanagem com a criança! Botar esses nomes é muito pobre e brega! Coloca um nome simples de todo mundo falar! O que há de errado com os nomes mais simples como: Maria, Ana, etc? Se você está pensado em colocar um desses nomes na bixiguenta que ainda está na sua barriga pelo menos não será preciso trocar de nome se ela virar prostituta.
  77. Hené, ou Alizabel!
    Você tem cabelo duro, minha filha? Então, faça um tratamento! Isso é muito pobre! pior é quando diz: “Fiz permanente!” Permanente é o cacete! Alizabel é o cúmulo da pobreza! E aquele cheirinho petróleo é inconfundível: se vir alguém assim, meta a mão na testa e grite com fervor: Saia deste corpo que não te pertence!
  78. Mixido (escrito assim mesmo)!
    Bom, chegaste a um dos últimos níveis… Aproveitar feijão, arroz, carne desfiada e farofa do dia anterior e colocar numa panela a fogo brando… Está aí, companheiro: que ninguém veja, mas você fez um mixido. Ô coisa pobre! Quando for assim, pelo menos minta e diga que é arroz-de-carreteiro, que é um “mixido” metido a besta, uai!
  79. Cordão para fora da camisa!
    Você está vindo de algum baile funk no Castelo das Pedras, pagode no Olimpo ou coisa do gênero…só falta entrar no Chevetão tocar a buzina do Mengão (cara, isso é muito brega) e comprovar que é pobre de carteirinha com…. (abaixo)
  80. Adesivos no carro!
    www.calmabundão.com.br; Rastreado por Fofoqueiro; Não Sou o Dono do Mundo, mas Sou o Filho do Dono; Bebê a Bordo; Tá nervoso? Vai pescar!… Se você, meu amigo, tem um desses no carro, tire correndo! Ou em pouco tempo estará comendo angú na Praça das Nações ouvindo o balanço de “Vai Lacraia”!
  81. “Vou pegar uma Van (Kombi)”!
    Vai? Então você é pobre!! Pega um ônibus com ar-condicionado!! Não, você prefere gastar aqueles “ricos” vales espremido olhando quem passa de Cherokee ao teu lado… e o pior, acha o máximo quando o teu celular toca o tema da Pantera Cor-de-Rosa dentro da maldita van! Brega e pobre! se fosse o mínimo chique, colocava no vibracall…
  82. Gato!
    Não é o animal, não! Quem é pobre, não tem gato; faz gato. Gato é animal de rico, todo fresco, faz cocô na caixinha, não rosna, não late, não toma conta da casa, toma conta do sofazinho que a dona rica comprou. Agora, fazer gato…isso é muito coisa de pobre! O caso clássico de pobreza nesses casos é quando você não paga o pay-per-view do futebol e coloca aquela agulhina de costura para ver o jogo ou o canal pornô…fora aqueles gatos fajutos que todo mundo tenta para burlar o celular, mas nunca conseguem: pagam conta alta no fim. Bem-feito, seu pobre!
  83. Linguiça e Asa de frango!
    Churrasco de pobre não tem mais que isso, convenhamos… No máximo, uma maminha … Filé mignon, picanha, fraldinha e até coração não dão o ar da graça… Carne de porco, então… só no dia em que o saci cruzar as pernas; ou seja: nunca!

e…finalmente….

  1. Pobrema ou ploblema, iorgute, táuba, resistro, impim, mortandela, mendingo, tóchico, chalchicha, berruga, imbigo, framengo, curíntcha, fruzão, menas (esse é o pior), largatixa…
    Palavras mais utilizadas e daí vemos…é pobre! Se não é pobre, é pobre e ignorante, porque todo mundo pode aprender que não é menas, é menos; que não é resistro, é registro; que não é impim, é aipim; que você vai saltar no próximo ponto, não “soltar”!! Pedir para essas pessoas falarem palavras simples como paralelepípedo, helicóptero é uma afronta. Até porque não repetem a última sílaba mesmo. Fica qualquer coisa como helicópi, paralelepípo e por aí vai… Sem contar que nomes como Wellington, Washington, Wilson e Milton se tranformam em Uélitu, Uóchintu, Uílso, e Miltu… Camões se revira no túmulo a cada vez que ouve…

A casa do caminho

Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:

– Pai, tô com fome!!!

O pai, Agenor , sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência…

– Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!

Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente…

Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:

– Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!

Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho…

Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) – arroz, feijão, bife e ovo…

Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua…

Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá…

Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada…

A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades…

Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:

– Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim… Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!

Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer…

Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho…

Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas…

Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório…

Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de
pequenos ‘biscates aqui e acolá’, mas que há 2 meses não recebia nada…

Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias…

Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho…

Ao chegar em casa com toda aquela ‘fartura’, Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso…

Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores…

No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho…

Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando…

Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele
chamava-o para ajudar aquela pessoa…

E, ele não se enganou – durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres…

Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar…

Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta…

Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula…

Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro…

Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o ‘antigo funcionário’ tão elegante em seu primeiro terno…

Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço…

Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista…

Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um…

Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido…

Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da ‘Casa do Caminho’, que seu pai fundou com tanto carinho:

‘Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!’

Soundgarden – Black hole sun

In my eyes
Em meus olhos
Indisposed
Indisposta
In disguise
Disfarçada
As no one knows
Como ninguém sabe
Hides the face
Esconde a face
Lies the snake
Jaz a cobra
The sun
O sol
In my disgrace
Na minha desgraça
Boiling heat
Calor fumegante
Summer stanch
Fedor do verão
‘Neath the black
Sob o preto
The sky looks dead
O céu parece morto
Call my name
Chame meu nome
Through the dream
Através de um sonho
And I’ll hear you
E ouvirei você
Scream again
Gritar de novo

(Chorus)
Black hole sun
Sol do buraco negro
Won’t you come
Você não vem?
And wash away the rain
E arrasta essa chuva
Black hole sun
Sol do buraco negro
Won’t you come
Você não vem?
Won’t you come
Você não vem?
Won’t you come
Você não vem?

Stuttering
Gaguejando
Cold and damp
Frio e enevoado
Steal the warm wind
Rouba o vento morno
Tired friend
Amigo cansado
Times are gone
O tempo passou
For honest men
Para os homens honestos
And sometimes Far too long
E às vezes Até demais
For snakes
Para cobras

In my shoes
Para as cobras
Walking sleep
Em meus sapatos Um sonâmbulo
And my youth
E minha juventude
I pray to keep
Rezo para manter
Heaven send
O céu manda
Hell away
O inferno para longe
No one sings
Ninguém canta
Like you
Como você
Anymore
Mais

Chorus x2
Won’t you come (Black hole sun, black hole sun) x4
Você não vem?

Hang my head
Levante minha cabeça
Drown my fear
Afogue meu medo
Till you all just disappear
Até vocês todos só desaparecerem

Chorus x3
Won’t u come (Black hole sun, Black hole sun) x7
Você não vem?

Revitalização no Centro do Rio de Janeiro

Nas últimas semanas trabalhei no Data Center da Globo.com que fica no Centro, porém ele fica mais próximo do entorno da Praça Mauá (para falar a verdade não sei se ele é localizado na Gamboa, Santo Cristo ou Saúde…) :)
O fato é que andei observando a região e fiquei triste ao ver como essa parte da cidade está largada.
O ambiente no entorno do prédio é feio porque a prefeitura não incentiva a revitalização e os próprios donos dos prédios não tem interesse no assunto e com isso essa parte da cidade vai ficando cada vez mais “largada”.
É uma pena assistirmos a anos e de história sendo jogados no lixo, prédios que tem uma arquitetura bonita se desmanchando literalmente.
Vendo de cima, pode se observar que vários prédios só mantém suas fachadas, onde o telhado já caiu; Outros foram unidos e transformados em estacionamento (aqui devemos fazer uma observação de que para estacionar no Centro da cidade é necessário adquirir paciência de monge tibetano) e por fim alguns estão mesmo abandonados e acabam virando depósitos de gelo e material de venda de ambulantes.
Toda essa situação de abandono é terrível para nossa história e para nossa cidade mesmo, já que algumas áreas do Centro poderiam ser transformadas em áreas residenciais, o que facilitaria a vida de muitas pessoas que estivessem interessadas em morar mais perto do trabalho.
Infelizmente não vejo interesse de nenhuma das partes e com isso além da história se perder, a violência e a favelização tomam conta.

A única dúvida que me resta é a seguinte: Será que o prefeito Eduardo Paes irá seguir com sua bandeira de ordem até o Centro da cidade? Ou ele vai esquecer esse pedaço do município?

Você está despedido!!

Este artigo foi escrito em Novembro/2001, mas parece que foi escrito
este mês.

Você é diretor de uma indústria de geladeiras. O mercado vai de vento em popa e a diretoria decidiu duplicar o tamanho da fábrica. No meio da construção, os economistas americanos prevêem uma recessão, com grande
alarde na imprensa. A diretoria da empresa, já com um fluxo de caixa apertado, decide, pelo sim, pelo não, economizar 20 milhões de dólares.
Sua missão é determinar onde e como realizar esse corte nas despesas.
Esse é o resumo de um dos muitos estudos de caso que tive para resolver
no mestrado de administração, que me marcou e mer ece ser relatado.

O professor chamou um colega ao lado para começar a discussão. O primeiro tem sempre a obrigação de trazer à tona as questões mais relevantes, apontar as variáveis críticas, separar o joio do trigo e apresentar um início de solução:

“Antes de mais nada, eu mandaria embora 620 funcionários não essenciais,
economizando 12 200 000 dólares. Postergaria, por seis meses os gastos
com propaganda, porque nossa marca é muito forte. Cancelaria nossos programas de treinamento por um ano, já que estaremos em compasso de espera.
Finalmente, cortaria 95% de nossos projetos sociais, afinal nossa sobrevivência vem em primeiro lugar”.

É exatamente isso que as empresas brasileiras estão fazendo neste momento, muitas até premiadas por sua “responsabilidade social”.
Terminada a exposição, o professor se dirigiu ao meu colega e disse:

– Levante-se e saia da sala.
– Desculpe, professor, eu não entendi – disse John, meio aflito.
– Eu disse para sair desta sala e nunca mais voltar. Eu disse: PARA FORA! Nunca mais ponha os pés aqui em Harvard.

Ficamos todos boquiabertos e com os cabelos em pé. Nem um suspiro. Meu
colega, cabisbaixo, se preparou para deixar a sala. O silêncio era sepulcral.

Quando estava prestes a sair, o professor fez seu último comentário:
– Agora vocês sabem o que é ser despedido.

Ser despedido sem mostrar nenhuma deficiência ou incompetência, mas
simplesmente porque um bando de prima-donas em Washington meteu medo
em todo mundo. Nunca mais na vida despeçam funcionários como primeira
opção.

Despedir gente é sempre a última alternativa. Aquela aula foi uma lição e tanto.

É fácil despedir 620 funcionários como se fossem simples linhas de uma
planilha eletrônica, sem ter de olhar cara a cara para as pessoas demitidas.
É fácil sair nos jornais prevendo o fim da economia ou aumentar as taxas de
juros para 25% quando não é você quem tem de despedir milhares de funcionários nem pagar pelas conseqüências.

Economistas, pelo jeito, nunca chegam a estudar casos como esse nos
cursos de política monetária.

Se você decidiu reduzir seus gastos familiares “só para se garantir”, também estará despedindo pessoas e gerando uma recessão.
Se todas as empresas e famílias cortarem seus gastos a cada previsão de crise, criaremos crises de fato, com mais desemprego e mais recessão.
A solução para crises é reservas e poupança, poupança previamente acumulada.

O correto é poupar e fazer reservas públicas e privadas, nos anos de vacas gordas para não ter de despedir pessoas nem reduzir gastos nos anos de vacas magras, co nselho milenar. Poupar e fazer caixa no meio da crise é dar um tiro no pé.

Demitir funcionários contratados a dedo, talentos do presente e do futuro, é suicídio.

Se todos constituíssem reservas, inclusive o governo, ninguém precisaria
ficar apavorado, e manteríamos o padrão de vida, sem cortar despesas.

Se a crise for maior que as reservas, aí não terá jeito, a não ser apertar o cinto, sem esquecer aquela memorável lição: na hora de reduzir custos, os
seres humanos vêm em último lugar.

Stephen Kanitz
Artigo Publicado na Revista Veja, edição 1726, ano 34, nº45, 14 de Novembro de 2001.

Obs: Não consegui confirmar se os créditos são dessa pessoa mesmo.