Esse é o Brasil…

Enquanto na favela, os marginais se equipam cada vez mais com armas muito mais do que letais (de grosso calibre capazes até de derrubar helicópteros), o governo anuncia que os policiais vão passar a usar armas não letais em ações na favela.
Li essa notícia hoje no jornal e fico pensando que o governo, assim como a maioria da população, é totalmente voltado para não avaliar o que os jornais e revistas divulgam.
Essa medida foi tomada depois que apareceram na TV imagens dos policiais de dentro do helicóptero atirando em dois marginais que corriam de um esconderijo para outro na favela da Coréia como ratos e na mesma reportagem, como em várias outras, os policiais foram criticados por estarem atirando “sem chance de defesa”…
Esse é mais um dos absurdos que vemos todos os dias no Brasil: criticar a polícia por ser dura com aqueles que roubam, matam, estupram as vezes até com requintes de crueldade é coisa para acéfalo!
Polícia tem que fazer ação com poder de armamento 10 vezes maior que bandido e só assim um dia, talvez, acabe com essa guerra medonha…

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Experiência?

Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta:
Você tem experiência?
A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos.
Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.

Redação Vencedora:

Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.

Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão,
já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.

Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas Sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir
dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.

Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim..
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um “para sempre” pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos,
e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: “Qual sua experiência?”.
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência… experiência. Será que ser “plantador de sorrisos” é uma boa experiência? Não!
Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!

Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
“Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?”

Charles Aznavour – She

She may be the face I can’t forget,
Ela pode ser o rosto que não consigo esquecer
A trace of pleasure or regret,
Um traço de prazer ou arrependimento
May be my treasure or
Pode ser o tesouro ou
The price I have to pay.
O preço que tenho que pagar

She may be the song that summer sings,
Ela pode ser a canção que o verão canta
May be the chill that autumn brings,
Pode ser o arrepio que o outono traz
May be a hundred different things
Pode ser as centenas de coisas diferentes
Within the measure of a day.
Que acontecem em um dia

She may be the beauty or the beast,
Ela pode ser a bela ou a fera
May be the famine or the feast,
Pode ser a fome ou a ceia
May turn each day into a
Pode se transformar todo dia em
Heaven or a hell.
Céu ou inferno

She may be the mirror of my dream,
Ela pode ser o espelho dos meus sonhos
A smile reflected in a stream,
Um sorriso refletido em uma correnteza
She may not be what she may seem
Ela pode não ser o que parece
Inside her shell.
Dentro de sua casca

She who always seems so happy in a crowd,
Ela que sempre parece feliz na multidão
Whose eyes can be so private and so proud,
Cujos olhos podem ser tão reservados e tão orgulhosos
No one’s allowed to see them
Ninguém pode vê-los
When they cry.
Quando eles choram

She may be the love that cannot hope to last,
Ela pode ser o amor que não vai durar
May come to me from shadows of the past,
Pode vir a mim de sombras do passado
That I remember till the day I die.
Que eu lembro até o dia que morrer

She may be the reason I survive,
Ela pode ser a razão pela qual eu sobrevivo
The why and wherefore I’m alive,
O porque de eu estar vivo
The one I’ll care for through the
A pessoa com quem me preocuparei nos
Rough and ready years.
Anos dificeis

Me, I’ll take her laughter and her tears
Eu, levarei seu sorriso e suas lágrimas
And make them all my souvenirs
E fazer deles meus “souvenirs”
For where she goes I’ve got to be.
Por que onde ela for, eu tenho que estar
The meaning of my life is she, she, she…
O sentido de minha vida é ela, ela, ela…

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Para meu amor, minha vida:
Bebê, te amo!

É preciso mudar…

Fazendo algumas contas rápidas o número de posts mensais diminuiu consideravelmente depois que comecei a trabalhar na Estácio (leia-se dois empregos), a quantidade que antes era na média de 30 por mês caiu para 4… Isso é um absurdo e prometo voltar ao nível anterior, mesmo por que no começo desse ano havia me comprometido a aumentar a média anual de 300 posts… Com a “produção” em queda, meu rendimento caiu e terei que correr atrás do prejuízo.
=)

Sobre a carta de Luciano Huck…

Como estamos em um blog ditatorial, os posts são moderados antes de postados.
Isso é interessante por vários motivos e um deles seria evitar spams malditos aqui. Mas essa regra imposta por minha pessoa me mostrou algo interessante. No post referente a carta aberta digitada por Luciano Huck, onde muitas pessoas resolveram comentar aqui sua indignação ou apoio.
Não conheço 99% das pessoas e com isso resolvi ser ditador mais uma vez e não liberar os comentários. Alguns com palavras difamatórias ao apresentador, outros sem pé nem cabeça…
O que importa é que: ou o google trouxe muita gente para cá através da busca das palavras “Carta de Luciano Huck” (o que fez com que meu blog aparecesse na terceira colocação entre os primeiros links) ou meu blog é mais visitado do que eu imaginava… Como eu não tenho dúvidas do poder do Google, fico com a primeira opção… Afinal é a mais lógica.
=)

Carta de Luciano Huck

O apresentador Luciano Huck foi assaltado na quinta-feira, dia 27 de Setembro, em São Paulo. De arma na mão os ladrões levaram o relógio dele. Esse episódio de violência gerou uma carta indignada dele que saiu no jornal Folha de São Paulo:

“Luciano Huck foi assassinado. Manchete do Jornal Nacional de ontem… E eu (Luciano), algumas páginas à frente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura.

Não veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio.

Por quê? Por causa de um relógio.

Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.

Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia.

Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.

Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Mas a situação está ficando indefensável.

Passei um dia na cidade e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário.

Onde está a polícia? Onde está a “Elite da Tropa”? Quem sabe até a “Tropa de Elite”! Chamem o Comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam para o infinito.

Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV Diverte e a ONG que presido têm um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso.

Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade.

Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber.

Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso?

Hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.

Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio.